Ministério São Bento

A formação do músico católico é fundamental e a pedra principal é sua obediência e concordância litúrgica.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Como se preparar para a Festa da Divina Misericórdia

O Domingo da Divina Misericórdia apresenta-nos o amor misericordioso de Deus que se encontra por trás de todo o Mistério Pascal – o mistério da morte, do sepultamento e da ressurreição de Cristo – que se torna presente para nós na Eucaristia. A Santa Sé não atribuiu esse título ao Segundo Domingo da Páscoa apenas como uma opção, para aquelas dioceses que gostam desse tipo de coisa! Domingo da Divina Misericórdia, portanto, não é um título opcional para essa solenidade; antes, Divina Misericórdia é o segundo nome para esse Dia Festivo. Isso significa que pregar sobre a misericórdia de Deus também não é apenas uma opção para o clero nesse dia, mas que isso é firmemente estimulado.
Graças especiais estão presentes na Festa
De acordo com o Diário de Santa Faustina, Jesus Cristo fez uma promessa especial, que ela devia comunicar ao mundo inteiro:

Minha filha, fala a todo o mundo da Minha inconcebível misericórdia. Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. (Diário, 699)

Em três passagens do seu Diário, Santa Faustina registra uma promessa de nosso Senhor de graças específicas e extraordinárias que Ele tornará acessíveis através da devota recepção da Santa Comunhão nesse Dia da Festa; verdadeiramente, um oceano inteiro de graças se encerra nessas promessas:

Desejo conceder indulgência plenária às almas que se confessarem e receberem a Santa Comunhão na Festa da Minha misericórdia (Diário, 1109).
Aquele que, nesse dia, se aproximar da Fonte da Vida, alcançará perdão total das culpas e penas (Diário, 300).
A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas (Diário, 699).

Preparação para o Domingo da Divina Misericórdia
Considerando que a disposição de confiança é absolutamente necessária para que a alma devota se habilite para receber todas as graças que o Senhor deseja derramar sobre ela no Domingo da Misericórdia, pode-se dizer que todo o tempo de preparação para essa Festa, da mesma forma que a sua própria celebração litúrgica, deve ser encaminhado pelos fiéis na direção do fortalecimento da confiança na Divina Misericórdia. Aqui, novamente, a exposição e a veneração da Imagem desempenham um papel importante, visto que de certa forma isso fala ao coração num nível mais profundo do que simples palavras. A Imagem, como qualquer bom ícone, confronta a alma que reza e que adora com o amor misericordioso de Cristo, e a sua própria inscrição “Jesus, eu confio em Vós!” estimula a alma a responder ao Seu convite com confiança.
Por essa razão, é altamente recomendável que a Imagem da Divina Misericórdia seja exposta bem antes do próprio Dia da Festa ou, melhor ainda, que tal imagem esteja em permanente exposição em todas as igrejas, para a edificação dos fiéis.
Cristo nunca pediu especificamente aos fiéis para se confessarem no próprio Dia da Festa (o que, na prática, seria um peso impossível imposto aos pastores). De fato, a própria Santa Faustina fez a sua confissão no sábado antes do Domingo da Misericórdia (Diário, 1072). Quaisquer que sejam as ocasiões de confissão oferecidas, o importante é que o fiel seja estimulado a vir no Domingo da Misericórdia em estado de graça, tendo confessado pelo menos todos os pecados mortais e confiando na Misericórdia de Deus. Assim, para a adequada observância da Festa da Misericórdia, devemos:

1. celebrar a Festa no domingo depois da Páscoa;

2. Demonstrar sincero arrependimento por todos os nossos pecados;

3. colocar toda a nossa confiança em Jesus;

4. confessar-nos, de preferência antes desse Domingo;

5. receber a Santa Comunhão no dia da Festa;

6. venerar a imagem da Divina Misericórdia (Venerar uma imagem  significa simplesmente realizar algum ato ou fazer algum gesto de profundo respeito religioso em relação a ela em razão da pessoa que representa, nesse caso, nosso Misericordiosíssimo Salvador);

7.  ser misericordiosos para com os outros, através das nossas ações, palavras e orações em seu benefício.
Contamos com a ajuda de todos os devotos de Jesus Misericordioso na preparação deste grande presente que Jesus oferece à humanidade, como última tábua de salvação. Estaremos unidos pela oração e, sobretudo pela Eucaristia: “Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, oferecido em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro”.

Trecho de “Entendendo a Festa da Divina Misericórdia”, Robert Stackpole.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Missa parte por parte

RITOS INICIAIS 

Entrada do Celebrante

Vai começar a Celebração. É o nosso encontro com Deus, marcado pelo próprio Cristo. Jesus é o orante máximo que assume a Liturgia oficial da Igreja e consigo a oferece ao Pai. Ele é a cabeça e nós os membros desse corpo. Por isso nos incorporamos a Ele pra que nossa vida tenha sentido e nossa oração seja eficaz. Durante o canto de entrada, o padre acompanhado dos ministros, dirige-se ao altar. O celebrante faz uma inclinação e depois beija o altar. O beijo tem um endereço: não é propriamente para o mármore ou a madeira do altar, mas para o Cristo, que é o centro de nossa piedade.

Saudação

O padre dirige-se aos fiéis fazendo o sinal da cruz. Essa expressão "EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO", tem um sentido bíblico. Nome em sentido bÍblico quer dizer a própria pessoa. Isto é iniciamos a Missa colocando a nossa vida e toda a nossa ação nas mãos da Santíssima Trindade.

O sinal da cruz, significa que estamos na presença do Senhor e que compartilhamos de Sua autoridade e de Seu poder.

Ato penitencial

O Ato Penitencial é um convite para cada um olhar dentro de si mesmo diante do olhar de Deus, reconhecer e confessar os seus pecados, o arrependimento deve ser sincero. É um pedido de perdão que parte do coração com um sentido de mudança de vida e reconciliação com Deus e os irmãos.

E quando recitamos o Rito Penitencial, ficamos inteiramente receptivos à sua graça curativa: o Senhor nos perdoa, nos abrimos em perdão e estendemos a mão para perdoar a nós mesmos e aos outros.

Ao perdoar e receber o perdão divino, ficamos impregnados de misericórdia: somos como uma esponja seca que no mar da misericórdia começa a se embeber da graça e do amor que estão à nossa espera. É quando os fiéis em uníssono dizem: “Senhor, tende piedade de nós!”

Hino de louvor

O Glória é um hino de louvor à Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. No Glória (um dos primeiros cânticos de louvor da Igreja), entramos no louvor de Jesus diante do Pai, e a oração dEle torna-se nossa. Quando louvamos, reconhecemos o Senhor como criador e Seu contínuo envolvimento ativo em nossas vidas. Ele é o oleiro, nós somos a argila (Jer 18-6). Louvemos!

Nós temos a tendência a nos voltar para a súplica, ou seja, permanecemos no centro da oração. No louvor, ao contrário, Jesus é o centro de nossa oração. Louvemos o Senhor com todo o nosso ser, pois alguma coisa acontece quando nos esquecemos de nós mesmos. No louvor, servimos e adoramos o Senhor.

OREMOS 

A oração é seguida de uma pausa este é o momento que o celebrante nos convida a nos colocarmos em oração. Durante esse tempo de silêncio cada um faça Mentalmente o seu pedido a Deus. Em seguida o padre eleva as mãos e profere a oração, oficialmente, em nome de toda a Igreja. Nesse ato de levantar as mãos o celebrante está assumindo e elevando a Deus todas as intenções dos fiéis. Após a oração todos respondem AMÉM, para dizer que aquela oração também é sua.

LITURGIA DA PALAVRA

Após o AMÉM da Oração, a comunidade senta-se mas deve esperar o celebrante dirigir-se à cadeira. A Liturgia da Palavra tem um conteúdo de maior importância, pois é nesta hora que Deus nos fala solenemente. Fala a uma comunidade reunida como "Povo de Deus". A Palavra explicada, nosso compromisso com Deus, nossas súplicas e ofertas.

Primeira leitura

E quando se inicia a Liturgia da Palavra, peçamos ao Espírito Santo que nos fale por intermédio dos versículos bíblicos: que as leituras sejam para nós palavras de sabedoria, discernimento, compreensão e cura.

A Primeira Leitura geralmente é tirada do Antigo Testamento, onde se encontra o passado da História da Salvação. O próprio Jesus nos fala que nele se cumpriu o que foi predito pelos Profetas a respeito do Messias.

Salmo responsorial 

Salmo Responsorial antecede a segunda leitura, é a nossa resposta a Deus pelo que foi dito na primeira leitura. Ajuda-nos a rezar e a meditar na Palavra acabada de proclamar. Pode ser cantado ou recitado.

Segunda leitura

A Segunda Leitura é tirada das Cartas, Atos ou Apocalipse. As cartas são dirigidas a uma comunidade a todos nós.

Canto de aclamação ao Evangelho

Terminada a Segunda Leitura, vem a Monição ao Evangelho, que é um breve comentário convidando e motivando a Assembléia a ouvir o Evangelho. O canto de Aclamação é uma espécie de aplauso para o Senhor que via nos falar.

Evangelho

Toda a Assembléia está de pé, numa atitude de expectativa para ouvir a Mensagem. A Palavra de Deus solenemente anunciada, não pode estar "dividida" com nada: com nenhum barulho, com nenhuma distração, com nenhuma preocupação. É como se Jesus, em Pessoa, se colocasse diante de nós para nos falar.

A Palavra do Senhor é luz para nossa inteligência, paz para nosso Espírito e alegria para nosso coração.

Homilia

É a interpretação de uma profecia ou a explicação de um texto bíblico. A Bíblia não é um livro de sabedoria humana, mas de inspiração divina. Jesus tinha encerrado sua missão na terra. Havia ensinado o povo e particularmente os discípulos.

Tinha morrido e ressuscitado dos mortos. Missão cumprida! Mas sua obra da Salvação não podia parar, devia continuar até o fim do mundo. Por isso Jesus passou aos Apóstolos o seu poder recebido do pai e lhes deu ordem para que pregassem o Evangelho a todos os povos. O sacerdote é esse "homem de Deus". Na homilia ele "atualiza o que foi dito há dois mil anos e nos diz o que Deus está querendo nos dizer hoje".

Então o sacerdote explica as leituras. É o próprio Jesus quem nos fala e nos convida a abrir nossos corações ao seu amor. Reflitamos sobre Suas palavras e respondamos colocando-as em prática em nossa vida.

Profissão de fé

Em seguida, os fiéis se levantam e recitam o Credo. Nessa oração professamos a fé do nosso Batismo.

A fé é à base da religião, o fundamento do amor e da esperança cristã. Crer em Deus é também confiar Nele. Creio em Deus Pai, com essa atitude queremos dizer que cremos na Palavra de Deus que foi proclamada e estamos prontos para pô-la em prática.

Oração da comunidade (Oração dos fiéis)

Depois de ouvirmos a Palavra de Deus e de professarmos nossa fé e confiança em Deus que nos falou, nós colocamos em Suas mãos as nossas preces de maneira oficial e coletiva. Mesmo que o meu pedido não seja pronunciado em voz alta, eu posso colocá-lo na grande oração da comunidade. Assim se torna oração de toda a Igreja.

E ainda de pé rogamos a Deus pelas necessidades da Igreja, da comunidade e de cada fiel em particular. Nesse momento fazemos também nossas ofertas a Deus.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Na Missa ou Ceia do Senhor, o Povo de Deus é convidado e reunido, sob a presidência do sacerdote, que representa a pessoa de Cristo para celebrar a memória do Senhor.

Vem a seguir o momento mais sublime da missa: é a renovação do Sacrifício da Cruz, agora de maneira incruenta, isto é, sem dor e sem violência. Pela ação do Espírito Santo, realiza-se um milagre contínuo: a transformação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo. É o milagre da Transubstanciação, pelo qual Deus mantém as aparências do pão e do vinho (matéria) mesmo que tenha desaparecido a substância subjacente (do pão e do vinho). Ou seja, a substância agora é inteiramente a do Corpo, Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, embora as aparências sejam a do pão e do vinho.

Procissão das oferendas

As principais ofertas são o pão e vinho. Essa caminhada, levando para o altar as ofertas, significa que o pão e o vinho estão saindo das mãos do homem que trabalha. As demais ofertas representam igualmente a vida do povo, a coleta do dinheiro é o fruto da generosidade e do trabalho dos fiéis. Deus não precisa de esmola porque Ele não é mendigo e sim o Senhor da vida. A nossa oferta é um sinal de gratidão e contribui na conservação e manutenção da casa de Deus. Na Missa nós oferecemos a Deus o pão e o vinho que, pelo poder do mesmo Deus, mudam-se no Corpo e Sangue do Senhor. Um povo de fé traz apenas pão e vinho, mas no pão e no vinho, oferece a sua vida. O sacerdote oferece o pão a Deus, depois coloca a hóstia sobre o corporal e prepara o vinho para oferecê-lo do mesmo modo. Ele põe algumas gotas de água no vinho simboliza a união da natureza humana com a natureza divina. Na sua encarnação, Jesus assumiu a nossa humanidade e reuniu, em si, Deus e o Homem. E assim como a água colocada no cálice torna-se uma só coisa com o vinho, também nós, na Missa, nos unimos a Cristo para formar um só corpo com Ele. O celebrante lava as mãos, essa purificação das mãos significa uma purificação espiritual do ministro de Deus.

Santo

Prefácio é um hino "abertura" que nos introduz no Mistério Eucarístico. Por isso o celebrante convida a Assembléia para elevar os corações a Deus, dizendo Corações ao alto"! É um hino que proclama a Santidade de Deus e dá graças ao Senhor.

O final do Prefácio termina com a aclamação Santo, Santo, Santo... é tirado do livro do profeta Isaías (6,3) e a repetição é um reforço de expressão para significar o máximo de santidade, embora sendo pecadores, de lábios impuros, estamos nos preparando para receber o Corpo do Senhor.

Consagração do pão e vinho

O celebrante estende as mãos sobre o pão e vinho e pede ao Pai que os santifique enviando sobre eles o Espírito Santo. Por ordem de Cristo e recordando o que o próprio Jesus fez na Ceia e pronuncia estas palavras "TOMAI...

O celebrante faz uma genuflexão para adorar Jesus presente sobre o altar. Em seguida recorda que Jesus tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos dizendo: "TOMAI...... "FAZEI ISTO" aqui cumpre-se a vontade expressa de Jesus, que mandou celebrar a Ceia.

"EIS O MISTÉRIO DA FÉ" Estamos diante do Mistério de Deus. E o Mistério só é aceito por quem crê.

Orações pela igreja 

A Igreja está espalhada por toda a terra e além dos limites geográficos: está na terra, como Igreja peregrina e militante; está no purgatório, como Igreja padecente; e está no céu como Igreja gloriosa e triunfante.

Entre todos os membros dessa Igreja, que está no céu e na terra, existe a intercomunicação da graça ou comunhão dos Santos. Uns oram pelos outros, pois somos todos irmãos, membros da grande Família de Deus.

A primeira oração é pelo Papa e pelo bispo Diocesano, são os pastores do rebanho, sua missão é ensinar, santificar e governar o Povo de deus. Por isso a comunidade precisa orar muito por eles. Rezar pelos mortos é um ato de caridade, a Igreja é mais para interceder do que para julgar, por isso na Missa rezamos pelos falecidos. Finalmente, pedimos por nós mesmos como "povo santo e pecador".

Por Cristo, com Cristo e em Cristo

Neste ato de louvor o celebrante levanta a Hóstia e o cálice e a assembléia responde amém.

RITO DA COMUNHÃO

Pai nosso 

Jesus nos ensinou a chamar a Deus de Pai e assim somos convidados a rezar o Pai-Nosso. É uma oração de relacionamento e de entrega. Ao nos abrirmos ao Pai, uma profunda sensação de integridade e descanso toma conta de nós. Como cristãos, fazer a vontade do Pai é tão importante para nosso espírito quanto o alimento é para nosso corpo.

O Pai Nosso, não é apenas uma simples fórmula de oração, nem um ensinamento teórico de doutrina. Antes de ser ensinado por Jesus, o Pai-Nosso foi vivido plenamente pelo mesmo Cristo. Portanto, deve ser vivido também pelos seus discípulos.

Com o Pai Nosso começa a preparação para a Comunhão Eucarística. Essa belíssima oração é a síntese do Evangelho. Para rezarmos bem o Pai Nosso, precisamos entrar no pensamento de Jesus e na vontade do Pai. Portanto, para eu comungar o Corpo do senhor na Eucaristia, preciso estar em "comunhão" com meus irmãos, que são membros do Corpo Místico de Cristo.

Pai Nosso é recitado de pé, com as mãos erguidas, na posição de orante.

Pode também ser cantado, mas sem alterar a sua fórmula. após o Pai Nosso na Missa não se diz amém pois a oração seguinte é continuação.

A paz

Após o Pai-Nosso, o sacerdote repete as palavras de Jesus: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz”.

A paz é um dom de Deus. É o maior bem que há sobre a terra. Vale mais que todas as receitas, todos os remédios e todo o dinheiro do mundo. A paz foi o que Jesus deu aos seus Apóstolos como presente de sua Ressurreição.

Que paz é essa da qual fala Jesus? É o amor para com o próximo. Às vezes vamos à Igreja rezar pela paz no mundo, mas não estamos em paz conosco ou com nossas famílias. Não nos esqueçamos: a paz deve começar dentro de nós e dentro de nossas casas.

Assim como só Deus pode dar a verdadeira paz, também só quem está em comunhão com Deus é que pode comunicar a seus irmãos a paz.

Fração do pão 

O celebrante parte da hóstia grande e coloca um pedacinho da mesma dentro do cálice, que representa a união do Corpo e do Sangue do Senhor num mesmo Sacrifício e mesma comunhão.

Cordeiro de Deus 

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Jesus é apresentado como o "cordeiro de Deus". Os fIéis sentem-se indignos de receber o Corpo do Senhor e pedem perdão mais uma vez.

Comunhão 

A Eucaristia é um tesouro que Jesus, o Rei imortal e eterno, deixou como MIstério da Salvação para todos os que nele crêem. Comungar é receber Jesus Cristo, Reis dos Reis, para alimento de vida eterna.

À mesa do Senhor recebemos o alimento espiritual

A hora da Comunhão merece nosso mais profundo respeito, pois nos tornamos uma só coisa em Cristo. E sabemos que essa união com Cristo é o laço de caridade que nos une ao próximo. O fruto de nossa Comunhão não será verdadeiro se não vemos melhorar a nossa compaixão, paciência e compreensão para com os outros.

Modo de comungar

Quem comunga recebendo a hóstia na mão deve elevar a mão esquerda aberta, para o padre colocar a comunhão na palma da mão. O comungaste imediatamente, pega a Hóstia com a direita e comunga ali mesmo na frente do padre ou ministro. Ou direto na boca.

Quando a comunhão é nas duas espécies, ou seja, pão e vinho é diretamente na boca.

Pós comunhão

Depois de comungar temos alguns preciosos minutos em que Nosso Senhor Jesus Cristo nos tem, poderíamos dizer, abraçados. Perguntemos corajosamente: Senhor, que queres que eu faça? E estejamos abertos para ouvirmos a resposta. Quantos milagres e quantas curas acontecem nesse momento em que Deus está vivo e presente em nós!

Rito final 

Seguem-se a Ação de Graças e os Ritos Finais. Despedimo-nos, e é nessa hora que começa nossa missão: a de levar Deus àqueles que nos foram confiados, a testemunhar Seu amor em nossos gestos, palavras a ações.

Como receber a benção 

É preciso valorizar mais e receber com fé a benção solene dada no final da Missa. E a Missa termina com a benção.

Qual a parte mais importante da Missa?

É justamente agora a parte mais importante da Missa, quando Ela se acaba, pois colocamos em prática tudo aquilo que ouvimos e aprendemos durante a celebração, enfim quando vivenciamos os ensinamentos de Deus Pai.

domingo, 20 de abril de 2014

Páscoa, Ano A — 2014

ENVOLVIDO NUMA LUZ INTENSA

Quando o lume novo ilumina a escuridão da noite, o cristão é convidado a deixar-se penetrar pela intensidade dessa luz que anuncia a vitória da vida. A luz vence as trevas! Nunca mais haverá noite! A luz que brilha na noite de Páscoa é demasiado grande para se encerrar nas vinte e quatro horas de um dia. Por isso, a festa da Páscoa perdura ao longo de cinquenta dias vividos como «o grande domingo», preenchido por uma luminosidade sem fim. «Cinquenta dias são sete semanas mais um dia: sete vezes sete na Bíblia é um número simbólico que indica a plenitude absoluta, a perfeição, e um dia a mais indica um excesso, encaminha para um amanhã, para alguma coisa que não se cumpre neste mundo, mas que evoca a eternidade» (Alberto Vela).

Páscoa: envolvido numa luz intensa!
Celebrar e viver a Páscoa é atualizar a alegria da Ressurreição, a festa da Luz e da Vida. O mistério pascal de Jesus Cristo é o coração do ano litúrgico, o coração da fé cristã. Jesus Cristo está no centro da vida para sempre. Ele é a estrela da manhã que não tem ocaso. «A escuridão dos dias anteriores dissipou-se no momento em que Jesus ressuscita do sepulcro e Se torna, Ele mesmo, pura luz de Deus. Isto, porém, não se refere somente a Ele, nem se refere apenas à escuridão daqueles dias. Com a ressurreição de Jesus, a própria luz é novamente criada. Ele atrai-nos a todos, levando-nos atrás de Si para a nova vida da ressurreição e vence toda a forma de escuridão. Ele é o novo dia de Deus, que vale para todos nós» (Bento XVI). A partir da Ressurreição, o ser humano é «envolvido numa luz intensa», a começar pelas mulheres, as primeiras discípulas, passando por Pedro, João e todos os outros; por Paulo e pelas primeiras comunidades cristãs, de geração em geração, até ao nosso tempo, até ao fim dos tempos. Assim se constitui a Igreja, reunida em nome e à volta de Jesus Cristo («Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles»: Mateus 18, 20).
O livro dos Atos dos Apóstolos — os seus textos constituem a primeira leitura dos domingos de Páscoa — oferece uma leitura teológica dos primeiros passos cristãos: as dificuldades, o dom do Espírito Santo, o anúncio do Evangelho, as primeiras comunidades cristãs, o «nascimento» da Igreja. Hoje, como naquele primeiro dia da semana, Jesus Cristo, pelo dom do Espírito Santo, torna-se «presente», para transformar a tristeza em alegria, para transformar a intranquilidade em paz, para transformar as portas fechadas em espaços abertos a todos, para transformar o medo em ousadia de testemunho.
Os discípulos têm de ser testemunhas. «Quem se abriu ao amor de Deus, acolheu a sua voz e recebeu a sua luz, não pode guardar este dom para si mesmo. […] A luz de Jesus brilha no rosto dos cristãos como num espelho, e assim se difunde chegando até nós, para que também nós possamos participar desta visão e refletir para outros a sua luz, da mesma forma que a luz do círio, na liturgia de Páscoa, acende muitas outras velas. A fé transmite-se por assim dizer sob a forma de contacto, de pessoa a pessoa, como uma chama se acende noutra chama» (Francisco, Carta Encíclica sobre a fé — «A luz da fé» — LF], 37). Ao longo deste tempo de Páscoa, o terceiro capítulo da Carta Encíclica sobre a fé (números 37 a 49) dar-nos-á as coordenadas necessárias para que cada um se sinta sempre «envolvido numa luz intensa».

Laboratório da Fé celebrada
A Páscoa é, por excelência, o tempo mistagógico, isto é, o tempo que aprofunda a união com Jesus Cristo presente, pelo Espírito Santo, na sua Igreja. «É o Espírito que torna possível a presença atual de Cristo na sua Igreja e a continuidade da sua ação salvadora entre nós. A Igreja é fruto do Espírito. Sem Espírito, a Igreja é impossível. O Espírito é a alma da Igreja, a fonte de toda a sua vida. É o Espírito que envia os crentes pelo mundo e os impulsiona para dar testemunho da vida cristã e para evangelizar. […] Sem Espírito, não é possível a liturgia. Sem Espírito ninguém pode dizer ‘Jesus é o Senhor’, nem celebrar o Seu mistério. Todo o nosso culto é espiritual e celebra-se na força vivificadora do Espírito. Os gestos litúrgicos não são ritos que se cumprem para conservar uns costumes religiosos ou para ser fiéis a uma disciplina eclesial, mas são realidades cheias do Espírito» (Programa Pastoral). O fruto «será uma liturgia simples e bela, sinal da comunhão entre Deus e os seres humanos»

Tempo Pascal - Ano A

Músicas Cifradas do Hinário Litúrgico da CNBB

FaixaMúsicaMomentoCDDoc
1Na verdade, o Cristo RessucitouAbertura - 1º, 3º e 3º DomingosAno A
2Este é o dia que o Senhor fez para nósSalmo - 1º Dom..Ano A 
3Aleluia!Páscoa até AscensãoAno A
4A terra, apavorada, emudeceuOferendas - 1º, 3º e 3º DomingosAno A
5Cristo RessuscitouComunhão - 1º, 3º e 3º DomingosAno A
6Dai graças ao Senhor porque ele é bomSalmo - 2º Dom..Ano A 
7Cristo está vivo (Samba da Ressurreição)Abertura - 4º, 5º e 6º DomingosAno A
8Cristo é o dom do PaiOferendas - 4º, 5º e 6º DomingosAno A
9Pelos prados e campinasComunhão - 4º Dom.Ano A
10Ressuscitei, SenhorComunhão - 5º e 6º DomingosAno A
11O Senhor foi prepararAbertura - AscensãoAno A
12O senhor subiu ao céuComunhão - AscensãoAno Axx
13O amor de Deus foi derramadoAbertura - PentecostesAno A
14Enviai o vosso Espirito, SenhorSalmo - PentecostesAno A 
15Espírito de DeusSequencia de PentecostesAno Axx
16Aleluia! Vinde Espírito de DeusAclamação ao Evangelho - PentecostesAno A
17Suscitai, ó Senhor DeusOferendas - PentecostesAno A
18Todos ficaram cheios do Espírito SantoComunhão - PentecostesAno A

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Músicas para a Missa da Ressurreição do Senhor - Ano A

Ofício solene
Neste momento, seus olhos se abriram, e eles o reconheceram.
cor branca

Entrada: Ressuscitou (Comunidade Shalom -cd Ressuscitou)


Ato Penitencial: Eu canto alegria, Senhor (Áurea Sigrist/A.Haddad)


Glória: Glória a Deus nas Alturas (Ministério Amor e Adoração -cd Celebração - Canções Litúrgicas)


Salmo Responsorial: Salmo 117(118) (Adrielle Lopes -cd Salmos - Vol. 1)


Aclamação ao Evangelho: Aleluia, Santo Evangelho, Vamos Aclamar


Ofertório: Bendito sejas, Ó rei da Glória (cd Liturgia X - Tempo Pascal B)


Santo: Santo (cd Canto Pastoral - Ordinário da Missa)


Aclamação Memorial: Eis o Mistério da Fé (cd Ordinário da Missa - Regional Sul II - CNBB)


Amém: Por Cristo (cd Ordinário da Missa - Regional Sul II - CNBB)


Abraço da Paz: Príncipe da Paz (Banda Principe da Paz -cd Nascente das Águas)


Cordeiro de Deus: Cordeiro de Deus (cd Ordinário da Missa - Regional Sul II - CNBB)


Comunhão:
Antes da morte (cd Hinário - ABC Litúrgico - Vol.2)

Ao partir do Pão (Walmir Alencar -cd Misericórdia Infinita)


Final: Faço novas todas as coisas (Missão Mensagem Brasil -cd Faço novas todas as coisas)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Celebrar: quem, onde, como?

I -Liturgia como obra da Santíssima Trindade

O que é liturgia? é o cimo para o qual se dirige a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte donde emana toda a sua força (SC, n. 10).[1] Ela é obra da Trindade. Vejamos:

1. De que modo o Pai é o fim e a fonte da liturgia?

É o fim porque por ela os celebrantes bendizem o Pai e é fonte, porque, por ela, o Pai enche de bênçãos os celebrantes.
Assim que, na liturgia, o Pai enche de bênçãos a assembléia celebrante, através do Filho, e derrama o Espírito Santo nos nos seus corações. Enquanto isso, a Igreja bendiz o Pai, mediante a adoração, o louvor e a ação de graças, e também implora o dom do seu Filho e do Espírito Santo (CIC, perg. 221).[2]

2. Liturgia como obra de Cristo

Qual é a obra de Cristo na liturgia?
Na liturgia da Igreja, Cristo realiza principalmente o seu Mistério pascal. Ao doar o Espírito Santo aos Apóstolos, concedeu a eles e aos seus sucessores o poder de continuar a realizar a obra da salvação por meio do Sacrifício eucarístico e dos sacramentos. Através da celebração eucarística e dos demais sacramentos, é o próprio Jesus que age para comunicar a sua graça aos fiéis de todos os tempos e em todo o mundo (CIC, perg. 222).

3. Liturgia como obra do Espírito Santo

Na liturgia, como atua o Espírito Santo em relação à Igreja?
Na liturgia, o  Espírito Santo prepara a Igreja para encontrar o seu Senhor. Ele recorda e manifesta Cristo à assembléia. Faz acontecer, de modo real, o Mistério de Cristo. Dessa forma  o Espírito Santo une a Igreja à vida de Cristo e faz frutificar nela o dom da comunhão (CIC, perg. 223).

II – Quem celebra?

A assembléia e Cristo. O Presidente pode ser o bispo ou o presbítero. Pode ser também o ministro não ordenado ou outra pessoa autorizada em outros casos como batismo, celebração da palvra e outros.

1. Quem celebra na liturgia?

Na liturgia age Cristo e sua Igreja.  Se considerarmos a Igreja como corpo místico, ou, corpo que existe no espírito, então dizemos que age o Cristo Cabeça e a Igreja como membros do seu Corpo, que é a Igreja celeste e terrestre. (CIC, perg. 233)

2. Por quem é celebrada a liturgia celeste?
A liturgia celeste é celebrada + pelos anjos, + pelos santos da Antiga e da Nova Aliança,

+ em particular pela Mãe de Deus,

+ pelos Apóstolos,

+ pelos mártires e

+ por uma «numerosa multidão, que ninguém» pode contar, «de todas as nações, tribos, povos e línguas» (Ap 7,9).

Liturgia une os celebrantes do céu e da terra (CIC,  perg. 234).

3. Como é que a Igreja na terra celebra a liturgia?

A Igreja, na terra, celebra a liturgia, como povo sacerdotal. Cada participante exerce sua função, segundo a inspiração e  unidade promovida pelo do Espírito Santo:

- os batizados oferecem-se em sacrifício espiritual;

- os ministros ordenados celebram segundo a Ordem recebida para o serviço de todos os membros da Igreja; (diáconos, sacerdotes e bispos).

-  os Bispos e os presbíteros agem na pessoa de Cristo Cabeça (CIC, perg. 235).

 III – Como celebrar

1. Como é celebrada a liturgia?

A celebração litúrgica é realizada com de sinais e de símbolos extraídos da criação e das culturas humanas. O significado destes elementos  provém dos acontecimentos da Antiga Aliança e se revela plenamente na Pessoa e na obra de Cristo (CIC, perg. 236). Por exemplo, a nuvem, é um elemento da criação presente no antigo testamento, que significava a presença do Senhor guiando o povo hebreu. A luz é outro elemento da criação, evocado por Jesus: Vós sois a luz do mundo.

2. Donde provêm os sinais sacramentais?
+ Alguns provêm da criação (luz, água, fogo, pão, vinho, óleo);
+ outros da vida social (lavar, ungir, partir o pão);
+ outros da história da salvação na Antiga Aliança (os ritos da Páscoa, os sacrifícios, a imposição das mãos, as consagrações).

Destes sinais ssacramentais alguns são imutáveis, assumidos por Cristo tornam-se portadores da ação salvífica e de santificação (CIC, perg. 237). Ex.Pão e vinho.

3. Quais os critérios do canto e da música na celebração litúrgica?

O canto e a música estão intimamente conexos com a ação litúrgica. Devem respeitar os seguintes critérios:

+ a conformidade à doutrina católica dos textos, tomados de preferência da Escritura e das fontes litúrgicas;

+ a beleza expressiva da oração;

+ a qualidade da música;

+ a participação da assembleia;

+ a riqueza cultural do Povo de Deus e o carácter sacro e solene da celebração. «Quem canta reza duas vezes» (S. Agostinho). (CIC, perg. 239).

4. As liturgias podem ocorrer fora dos edifícios sagrados?

Sim, como em casa de família ou outro lugar. O templo é a sede, o lugar comum ordinário. É possível a celebração litúrgica acontecer em outro lugar, conforme orientação de cada paróquia.

IV – Onde celebrar

1. A Igreja tem necessidade de lugares para celebrar a liturgia?

Sim. É certo que o culto «em espírito e verdade» (Jo 4,24) da Nova Aliança não está ligado a nenhum lugar exclusivo. Cristo é o verdadeiro templo, por meio do qual os cristãos que o carregam consigo tornam-se templos do Deus vivo. Neste sentido, a celebração da liturgia pode ser feita também fora dos templos, em lugares autorizados pelas autoridades eclesiásticas, como casas de famílias ou outros lugares.

Todavia o Povo de Deus, na sua condição terrena, tem necessidade de lugares nos quais a comunidade se possa reunir para celebrar a liturgia (CIC, perg. 244). São lugares especiais onde os cristãos se reúnem para celebrar juntos.

2. O que são os edifícios sagrados?
São os templos. São as casas de Deus, símbolo da Igreja que vive num lugar e também da morada celeste. São lugares de oração, nos quais a Igreja celebra sobretudo a Eucaristia e adora Cristo realmente presente no tabernáculo (CIC, perg. 245).

3. Quais são os lugares privilegiados no interior dos edifícios sagrados?

São: o altar, o tabernáculo, o lugar onde se guarda o santo crisma e os outros óleos sagrados, a cadeira do Bispo (cátedra) ou do presbítero, o ambão, a fonte batismal, o confessionário (CIC, perg. 246).

V – Diversidade litúrgica e unidade do mistério

1. Unidade e diversidade nas celebrações

As celebrações litúrgicas possuem uma unidade, mas também possuem elementos que se ajustam às circunstâncias em que ocorre a celebração, à situação das comunidades.

2. Qual é o critério que assegura a unidade nas celebrações litúrgicas, embora haja diversidade de culturas?
A unidade é assegurada pela fidelidade à Tradição Apostólica. Ou seja, pela fidelidade e comunhão ns fé e nos sacramentos recebidos dos Apóstolos. Essa comunhão é significada e garantida pela sucessão apostólica.Por outro lado, atendendo à diversidade cultural, desde que se preserve a integridade do conteúdo recebido na sucessão apostólica, a Igreja, por ser universal ou católica, pode integrar na sua unidade todas as verdadeiras riquezas das culturas (CIC, perg. 248).

3. Na liturgia, o que é mutável e o que é imutável?

Na liturgia, sobretudo na dos sacramentos, existem elementos imutáveis, porque de instituição divina, e dos quais a Igreja é guardiã. Existem depois elementos susceptíveis de mudança, que a Igreja tem o poder, e, muitas vezes o dever, de adaptar às culturas dos diferentes povos (CIC, perg. 249). Ex. de elementos imutáveis: missa com pão e vinho, batismo de água. Mutáveis: a forma do ato penitencial, a forma de receber a comunhão (duas espécies, só uma, na mão ou na boca). Tudo, porém, depende de autorização da autoridade eclesiásica local, guardiã da sucessão Apostólica.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O Senhor ressuscitou, aleluia!

A morte de Jesus, que iluminou as reflexões na Semana Santa, apresenta na celebração deste Domingo seu grande fruto: a Ressurreição e a vida nova oferecida por Jesus à Igreja e a todos os homens e mulheres. Os efeitos da morte de Jesus, refletida profundamente durante as celebrações do Tríduo Pascal, são colhidos neste Domingo, na celebração do Domingo Pascal. O contexto celebrativo consiste em ajudar os celebrantes a perceber a Ressurreição de Jesus como o grande fruto por ter realizado plenamente a vontade do Pai, em vista da possibilidade de que homens e mulheres de todos os tempos e de todas as partes da terra, pudéssemos participar da vida plena.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Quando se pode fazer a confissão comunitária?

Exortai os fiéis a aproximar-se regularmente do sacramento da Penitência...

No dia 07 nov 06 o Papa falou da Confissão Comunitária e pediu aos sacerdotes para observar rigorosamente as normas da Igreja sobre o sacramento da Penitência, em particular as que afetam à absolvição coletiva.

Ao constatar «a crise do sacramento da Reconciliação» o Papa convidou os Bispos da Suíça, em visita “ad limina apostolorum” «a relançar uma pastoral penitencial que estimule a confissão individual».

O Papa disse «Pedi a vossos sacerdotes que sejam confessores assíduos, oferecendo generosamente aos fiéis horários apropriados para a Confissão pessoal; estimulai-os para que eles mesmos se aproximem com freqüência deste sacramento».

«Exortai os fiéis a aproximar-se regularmente do sacramento da Penitência, que permite descobrir o dom da misericórdia de Deus e que leva a ser misericordioso com os outros, como Ele.»

A Confissão «ajuda a formar a consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixar-se curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito».

O Papa convidou os sacerdotes «a observar rigorosamente as normas da Igreja sobre a absolvição coletiva», «que exigem situações verdadeiramente excepcionais para recorrer a esta forma extraordinária do sacramento da Penitência».

Estas normas, recordou, são apresentadas pelo «Motu proprio» «Misericordia Dei», publicado por João Paulo II em 7 de abril de 2002.

Segundo este documento, a «absolvição geral» ou «coletiva» tem um caráter de excepcionalidade» e não pode enviar-se com caráter geral, a não ser que se dêem duas condições. O Catecismo da Igreja explica quando se pode realizar a Confissão comunitária:

§1483 – “Em casos de necessidade grave, pode-se recorrer à celebração comunitária da reconciliação com confissão e absolvição gerais. Esta necessidade grave pode apresentar-se quando há um perigo iminente de morte sem que o os sacerdotes tenham tempo suficiente para ouvir a confissão de cada penitente. A necessidade grave pode também apresentar-se quando, tendo-se em vista o número dos penitentes, não havendo confessores suficientes para ouvir devidamente as confissões individuais num tempo razoável, de modo que os penitentes; sem culpa de sua parte, se veriam privados durante muito tempo da graça sacramental ou da sagrada Eucaristia. Nesse caso, os fiéis devem ter, para a validade da absolvição, o propósito de confessar individualmente seus pecados no devido tempo (CDC, cân. 962,1). Cabe ao Bispo diocesano julgar se os requisitos para a absolvição geral existem (CDC, cân. 961). Um grande concurso de fiéis por ocasião das grandes festas ou de peregrinação não constitui caso de tal necessidade grave (CDC, cân. 961,1)”.

É importante notar que a Igreja obriga a pessoa que realizou uma Confissão comunitária, se confessar com o sacerdote tão logo seja possível. Assim, a Confissão comunitária, embora válida, não substituiu a Confissão auricular.

Note também que o documento declara que «não se considera suficiente necessidade quando não se pode dispor de confessores por causa só de uma grande concorrência de penitentes, como pode suceder em uma grande festa ou peregrinação».

A primeira coisa que Jesus fez após a Ressurreição, no mesmo domingo, foi instituir o Sacramento da Confissão: “Dizendo isto soprou sobre eles e disse: Recebei o Espírito Santo; aqueles a quem perdoardes os pecados, os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,22-23).

O Catecismo da Igreja ensina que “O perdão dos pecados cometidos após o Batismo é concedido por um Sacramento próprio chamado sacramento da Conversão, da Confissão, da Penitência ou da Reconciliação”(§1486). E que “Aquele que quiser obter a reconciliação com Deus e com a Igreja deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não confessou e que se lembra depois de examinar cuidadosamente sua consciência” (§1493).

No mínimo uma vez ao ano todo católico deve se confessar; é um dos mandamentos da Igreja: “Todo fiel, depois de ter chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar fielmente seus pecados graves, pelo menos uma vez por ano” (CDC, cân. 989). Aquele que tem consciência de ter cometido um pecado mortal não deve receber a Sagrada Comunhão, mesmo que esteja profundamente contrito, sem receber previamente a absolvição sacramental (Conc. Trento, DS 1647,1661), a menos que tenha um motivo grave para comungar e lhe seja impossível chegar a um confessor (CDC, cân. 916; CCEO, cân.711). As crianças devem confessar-se antes de receber a Primeira Eucaristia” (CDC, cân. 914). (§1457).

O Catecismo da Igreja chama o Sacramento da Confissão de “Sacramento de cura”. Certa vez o Papa João Paulo II disse que os consultórios de psiquiatras estão cheios porque os Confessionários estão vazios.