Ministério São Bento

A formação do músico católico é fundamental e a pedra principal é sua obediência e concordância litúrgica.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Homenagem - Dom Navarro

Carlos Alberto Etchandy Gimeno Navarro nasceu no Rio de Janeiro, em 30 de outubro de 1931.

      Filho de João Gimeno Navarro e Maria do Carmo Etchandy Navarro. Foi ordenado sacerdote no Rio de Janeiro, em 29 de Junho de 1959 e sagrado bispo em 12 de Dezembro de 1975.
Foi Bispo auxiliar do Rio de Janeiro e Vice-Secretário do Regional Leste 1. Foi transferido para a Diocese de Campos em 29 de Agosto de 1981.
        Nomeado Arcebispo de Niterói em 9 de Maio de 1990, vindo a tomar posse em 2 de Julho de 1990 e eleito Presidente do Regional Leste 1 da CNBB entre 1991 e 1995.
Faleceu em 2 de fevereiro de 2003 (71 anos).

     Dom Carlos era defensor da genuína fé. Ele nasceu em 30 de outubro de 1931, na cidade do Rio de Janeiro, filho de João Gimeno Navarro e Maria do Carmo Etchandy Navarro (ambos falecidos, bem como seu irmão mais velho Humberto). Cursou o antigo ginasial e científico (1º e 2º graus) no Colégio Militar, e frequentou a Academia Militar de Agulhas Negras (Resende) de 1951 a 1952. Neste período sentiu o chamado à vocação sacerdotal, principalmente através do contato com os escritos de Santa Teresinha do Menino Jesus (livro História de uma alma), e em 1953 ingressou no Seminário Arquidiocesano São José, do Rio de Janeiro.
         Ele foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1959, e exerceu funções de professor, prefeito de Estudos e diretor espiritual no Seminário (1960 a 1966), assessor do Secretariado Nacional dos Seminários da CNBB (1964 a 1971), assessor do Secretariado Nacional das Vocações Sacerdotais (1970 a 1971), diretor da Divisão de Educação Religiosa da Secretaria de Educação do Estado da Guanabara (1967 a 1974), assessor-chefe da Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro (1975) e coordenador arquidiocesano de Pastoral (1971 a 1975).
       A 12 de dezembro de 1975, ele tornou-se Bispo, como Auxiliar do Rio de Janeiro (sendo então Arcebispo o Cardeal Dom Eugênio Sales), assumindo também funções de vice-secretário do Regional Leste 1 (Dioceses do Estado do Rio de Janeiro) e presidente da Comissão Regional do Clero do Leste 1.
        Em 29 de agosto de 1981, Dom Carlos Alberto foi transferido pelo Papa João Paulo II para ser o Bispo titular da Diocese de Campos dos Goytacazes (RJ), que então passava por dificuldades pastorais por na época, que envolviam a não aceitação das reformas do Concílio Vaticano II. Com habilidade e zelo apostólico ímpares, Dom Carlos Alberto Navarro soube contornar esse problema, esclarecendo o povo e trazendo-o de volta à luz da correta doutrina católica. Seu esforço e trabalho incansável fizeram com que merecesse as mais que justas congratulações por parte do Papa; mas por tanto sofrimento, o então Bispo acabou sofrendo um infarto e teve que ser submetido à cirurgia para colocação de três pontes safenas, em 1982.
          O Santo Padre João Paulo II transferiu-o para assumir como Arcebispo em Niterói, em 9 de maio de 1990, vindo a tomar posse em 2 de julho daquele ano. Desde que chegou à Arquidiocese de Niterói, Dom Carlos Alberto dedicou-se, incansavelmente, ao fortalecimento da vida pastoral, em todos os setores de atividade, recebendo o reconhecimento por parte de todo o povo católico, que via nele um pai na fé e um defensor intransigente da genuína doutrina católica.
          Sempre fiel à doutrina da Igreja, Dom Carlos Alberto, com muita humildade conduzia as suas ovelhas para as quais sempre teve um olhar especial de Bom Pastor.  Isso fez com que sempre buscasse estar sempre bem próximo a elas em todos os momentos de seu ofício, seja nas Visitas Pastorais ou nos compromissos a cumprir, seja na Arquidiocese, onde passava o maior tempo de seu dia.  Para ele, a celebração de uma Santa Missa só acabava após os cumprimentos aos fiéis, na porta das Igrejas.
         Dom Carlos também foi poeta e compositor de aproximadamente 160 músicas religiosas como: “Sobe a Jerusalém”, “És Maria”, “Quando seu Pai revelou”, “Procuro abrigo nos corações”, “Não sei se descobriste”, “Sou bom Pastor” e “Muito alegre eu Te pedi”, dentre outras. 
Em 1991, lançou o primeiro Anuário da Arquidiocese de Niterói além de outras diversas edições que servem de subsídio para a Catequese, Catecumenato, Crisma e tantas outras pastorais.
     No Centenário da Arquidiocese de Niterói em 1992, redimensionou, a partir do método: VER, JULGAR, AGIR, promovendo uma maior unidade à vida e missão da Igreja Particular, através do entusiasmo apostólico com que interagiam.
Durante o seu bispado, foram ordenados 22 sacerdotes sendo 20 diocesanos e 2 religiosos, duas paróquias foram criadas a de Santana e Santa Rita de Cássia, em Armação dos Búzios (1997) e Santíssima Trindade, na Trindade, município de São Gonçalo (2001), além da Quase-Paróquia de São José Operário, em Jardim Catarina, em São Gonçalo (2002).
       Sua fidelidade à Igreja levava-o a viver com grande intensidade os anos festivos promulgados pela Santa Sé, a exemplo de: “Ano do Espírito Santo”, “Ano de Deus Pai”; “Ano do Jubileu”; “Ano Santo”, entre tantos outros, aos quais, sempre grande concentração de fiéis afluía, vindo das diversas Paróquias e municípios da Arquidiocese.
        Firme em sua direção voltada para a vontade da Igreja através do Espírito Santo na pessoa do Santo Papa, muitas eram as suas convocações, através de mensagens e mesmo circulares com chamados a: Oração pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas (diariamente, pelos padres através de suas paróquias e comunidades religiosas); Adoração ao Santíssimo Sacramento e a reza do Terço (durante a Liturgia das Horas), na intenção do “Ano Santo” e da Santificação das Vocações Sacerdotais.
       Difundiu a devoção aos Santos, a partir da vida de Santa Terezinha do Menino Jesus, São João Batista, etc. Dom Carlos Alberto buscou, intensamente, viver uma vida em “busca da união com o Santo Padre e a Igreja Universal”, no que buscava levar, também, o seu rebanho as suas ovelhas; o que bem se pode perceber através de seus escritos e circulares.  É na obediência à Igreja que, acatando ao pedido da Igreja, em janeiro de 1998, ele reunia, na sede da Arquidiocese, grande número de fiéis em formação para a “Pastoral da Sobriedade”, além da realização de um Encontro Ecumênico em abordagem do assunto.
      Dom Carlos Alberto ainda exerceu os cargos de membro do Conselho Fiscal da CNBB, representante dos Bispos na Comissão Regional de Seminários, foi eleito pelos Bispos para acompanhar o Ensino Religioso no Estado do Rio de Janeiro (desde 1987), e também presidente do regional Leste 1 da CNBB em dois mandatos: de 1991 a 1993 e de 1993 a 1995.

Seu lema como Bispo foi “Pela graça e pelo apostolado” – Gratia et Apostolatu (Rom 15,1), e como Arcebispo era “Com Maria Mãe de Jesus” – Cum Maria Matre Jesu (At 1,14).

Obediência e Disposição

Samuel repreendeu o rei Saul por ele ter desobedecido a Deus, pois este preferiu seguir suas inspirações e não as do Senhor: “Acaso o Senhor se compraz tanto nos holocaustos e sacrifícios como à obediência à sua voz? A obediência é melhor que o sacrifício e a submissão vale mais que a gordura dos carneiros. A rebelião é tão culpável quanto a superstição; a desobediência é como o pecado da idolatria” (I Sm 15,22-23).

O ministro de música deve ser obediente ao corpo hierárquico da Igreja. Cristo é a cabeça e nós, Sua Igreja, somos os membros d'Ele. Nenhum membro pode existir separado do corpo, do contrário morre. Assim o músico deve estreitar os laços de amizade e respeito com o seu pároco e seu bispo.

Além da obediência ao corpo constituído da Igreja, deve o músico obedecer ao seu coordenador com amor e solicitude.

A Disposição qualidade que deve sempre existir no músico, pois ele deve estar sempre disposto a servir. Ministério é servirço, por isso, se o músico não possuir o desejo de servir onde quer que sua presença seja necessária, ele não cumpre o papel a que foi chamado.

“Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens” (Col 3,23).


Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus"


Fonte: Canção Nova

Músicas para a Missa de São Pedro e São Paulo, Apóstolos - Ano A

Ofício solene
Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
cor vermelha

Entrada: Hoje e sempre da Igreja pilares (Hino a São Pedro e São Paulo) (Irmã Míria T. Kolling -cd Santos e Santas de Deus)

Ato Penitencial: Senhor, tende piedade (cd Canto Pastoral - Ordinário da Missa)


Glória: Gloria (Imyimbo -cd CD 2)


Salmo Responsorial: Salmo 33(34) (Adrielle Lopes -cd Salmos - Vol. 2) 

Aclamação ao Evangelho: Gospel Acclamation (Imyimbo -cd CD 2)

Ofertório: Ofertar nossa vida queremos (cd Campanha da Fraternidade 1992)

Santo: Sanctus (Imyimbo -cd CD 2)


Aclamação Memorial: Anunciamos, Senhor a Vossa morte (Mauro e Márcio)

Amém: Amém, aleluia! Vi cantar no céu (Liturgia IV)

Abraço da Paz: A paz de Jesus (Grupo Momento Novo -cd Caminhar com Jesus)

Cordeiro de Deus: Agnus Dei (Comunidade Ecumênica Taizé -cd Chants de la prière à Taizé)

Comunhão:
Eu vivo na fé do Filho de Deus (Padre Ney Brasil -cd Com Maria mãe de Jesus)
Quem nos separará? (Se Deus é por nós) (Agnus Dei -cd 1993 - 1994)

Final: Nossa missão (Adriana Arydes -cd Mais Feliz)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Músicas para a Missa do 12° Domingo do Tempo Comum - Ano A

IV semana do Saltério
Proclamai-o sobre os telhados!
cor verde

Entrada: Na casa de Deus (Léo Montovani -cd No teu altar)

Ato Penitencial: Senhor piedade (cd Canto Pastoral - Ordinário da Missa)


Glória: Gloria (cd Missa Mundi WYD 2005) 


Salmo Responsorial: Salmo 68(69) (Adrielle Lopes -cd Salmos - Vol. 2)

Aclamação ao Evangelho: Halleluja (cd Missa Mundi WYD 2005) 

Ofertório: Só em ti viver (Agnus Dei -cd 1993 - 1994)

Santo: Sanctus (Missa Mundi WYD 2005)


Aclamação Memorial: Todas as vezes que comemos deste Pão (Aclamação Memorial 43° Concurso)

Amém: Doxologia (cd Coral Santa Cecília - A Eucaristia na Catedral)

Abraço da Paz: Minha paz, minha luz (Vera Lúcia -cd Paz)

Cordeiro de Deus: Agnus Dei (Gen Rosso & Gen Verde -cd Verbum Panis)


Comunhão:
Jorra uma fonte de Graça (D. Carlos Alberto Navarro/Waldeci Farias)
Viver pra mim é Cristo (TYP Vox -cd TYP Vox)

Final: Permanecer no Amor (Banda DOM -cd Permanecer no Amor)

terça-feira, 22 de julho de 2014

Músicas para a Missa da Santíssima Trindade - Ano A

Ofício solene
Deus amou tanto o mundo, que deu seu Filho único.
cor branca

Entrada: Trindade Santa (Irmã Kelly Patrícia -cd Melhores Momentos)

Ato Penitencial: Misericórdia (Padre Robson de Oliveira -cd Nos Braços do Pai)


Glória: Glória a Deus nas Alturas (cd Coral Santa Cecília - Catedral Nossa Senhora do Desterro)

Salmo Responsorial: Dn 3, 52-56 (Portal da Música Católica)

Aclamação ao Evangelho: Aleluia (Monsenhor Jonas Abib -cd Vem Louvar II)


Ofertório: Nossa oferta na Trindade (cd A Santíssima Trindade no Terceiro  Milênio)

Santo: Santo (cd A Santíssima Trindade no Terceiro  Milênio)

Aclamação Memorial: Todas as vezes que comemos deste Pão (Aclamação Memorial 32° Concurso)

Amém: Amém, Amém (Comunidade Recado -cd Cânticos para Missa)

Abraço da Paz: Amigo Irmão (Anjos de Resgate -cd Um Só Coração)

Cordeiro de Deus: Agnus Dei (cd Missa Mundi WYD 2005)

Comunhão:
Consagração a Trindade (Padre Wellington e Padre Wallace -cd Espelho de Deus)

Ó Trindade (cd Campanha da Fraternidade 1989)

Final: Trindade Santa (Haguideni -cd Minha História)

segunda-feira, 21 de julho de 2014

17º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Ano A
17º DOMINGO DO TEMPO COMUM


Tema do 17º Domingo do Tempo Comum

A liturgia deste domingo convida-nos a reflectir nas nossas prioridades, nos valores sobre os quais fundamentamos a nossa existência. Sugere, especialmente, que o cristão deve construir a sua vida sobre os valores propostos por Jesus.
A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de Salomão, rei de Israel. Ele é o protótipo do homem “sábio”, que consegue perceber e escolher o que é importante e que não se deixa seduzir e alienar por valores efémeros.
No Evangelho, recorrendo à linguagem das parábolas, Jesus recomenda aos seus seguidores que façam do Reino de Deus a sua prioridade fundamental. Todos os outros valores e interesses devem passar para segundo plano, face a esse “tesouro” supremo que é o Reino.
A segunda leitura convida-nos a seguir o caminho e a proposta de Jesus. Esse é o valor mais alto, que deve sobrepor-se a todos os outros valores e propostas.


LEITURA I – 1 Reis 3,5.7-12

Leitura do Primeiro Livro dos Reis

Naqueles dias,
O Senhor apareceu em sonhos a Salomão durante a noite e disse-lhe:
“Pede o que quiseres”.
Salomão respondeu:
“Senhor, meu Deus,
Vós fizestes reinar o vosso servo em lugar do meu pai David
e eu sou muito novo e não sei como proceder.
Este vosso servo está no meio do povo escolhido,
um povo imenso, inumerável,
que não se pode contar nem calcular.
Dai, portanto, ao vosso servo um coração inteligente,
para saber distinguir o bem do mal;
pois, quem poderia governar este vosso povo tão numeroso?”
Agradou ao Senhor esta súplica de Salomão e disse-lhe:
“Porque foi este o teu pedido,
e já que não pediste longa vida, nem riqueza,
nem a morte dos teus inimigos,
mas sabedoria para praticar a justiça,
vou satisfazer o teu desejo.
Dou-te um coração sábio e esclarecido,
como nunca houve antes de ti nem haverá depois de ti”.

AMBIENTE

O grande rei David morreu por volta de 972 a.C., após um reinado longo e fecundo, ocupado a expandir as fronteiras do reino, a consolidar a união entre as tribos do norte e do sul e a conquistar a paz e a tranquilidade para o Povo de Deus. Sucedeu-lhe no trono o filho, Salomão.
Salomão desenvolveu um trabalho meritório na estruturação do reino que o pai lhe legou. Organizou a divisão administrativa do território que herdou, dotou-o de grandes construções (das quais a mais emblemática é o Templo de Jerusalém), fortificou as cidades mais importantes, potenciou o intercâmbio cultural e comercial com os países da zona, incentivou e apoiou a cultura e as artes.
Preocupado com a constituição de uma classe política preparada para as tarefas da governação, Salomão recrutou “sábios” estrangeiros (sobretudo egípcios) para a sua corte e rodeou-se de homens que se distinguiam pelo seu “saber”, pela sua justiça e prudência. Esses “quadros”, além de aconselharem o rei, tinham também a tarefa de preparar os futuros “funcionários” para desempenharem funções no aparelho governativo montado por Salomão.
A corte de Salomão tornou-se, assim, um “viveiro” de “sabedoria”. Os “sábios” de Salomão coligiram provérbios, redigiram “máximas” de carácter sapiencial, deram “instruções” (sobre as virtudes que deviam ser cultivadas para ter êxito e para ser feliz). Nesta fase, também redigiram-se crónicas sobre os reinados anteriores e publicaram-se textos sobre as tradições dos antepassados (provavelmente, é nesta época que a “escola jahwista” dá à luz algumas das tradições que irão ocupar um lugar fundamental no Pentateuco). Não admira, portanto, que Salomão tenha ficado na memória histórica de Israel como o protótipo do rei sábio, “cuja sabedoria excedia a todos os orientais e egípcios” (1 Re 4,30).
Salomão é também, historicamente, o primeiro rei que “herda” o trono. Até agora, os seus predecessores não chegaram ao trono por herança, mas receberam-no das mãos de Deus (segundo a visão “religiosa” dos catequistas bíblicos). Os teólogos de Israel vão, pois, esforçar-se por sacralizar o poder de Salomão e demonstrar que, se Salomão chegou a governar o Povo de Deus, não foi apenas por um direito hereditário (sempre contestável), mas pela vontade de Deus.
O texto que hoje nos é proposto supõe todo este enquadramento. O chamado “sonho de Gabaon” (cf. 1 Re 3,5) é uma ficção literária montada pelos teólogos deuteronomistas (esse grupo que reflecte a vida e a história na linha das grandes ideias teológicas apresentadas no Livro do Deuteronómio) com uma dupla finalidade: apresentar Salomão como o escolhido de Jahwéh e justificar a sua proverbial “sabedoria”.

MENSAGEM

No Antigo Testamento, o “sonho” aparece, com alguma frequência, como uma forma privilegiada de Deus comunicar com os homens e de lhes indicar os seus caminhos. No nosso texto, aparece-nos também um sonho: os catequistas deuteronomistas vão utilizar este recurso literário para apresentar Salomão como “o escolhido” de Deus, a quem Jahwéh comunica os seus projectos e a quem confia a condução do seu Povo.
O “sonho” de Salomão está estruturado na forma de um diálogo entre Deus e Salomão. Há, em primeiro lugar, uma interpelação de Deus (“que posso Eu dar-te?”); e há, depois, uma resposta de Salomão: consciente da grandeza da sua tarefa e das suas próprias limitações, o jovem rei pede a Deus que lhe dê um coração “sábio” para governar com justiça. A prece do rei é atendida e Deus concede a Salomão uma “sabedoria” inigualável (na continuação – que, todavia, o nosso texto de hoje já não apresenta – Deus acrescenta ainda outros três dons: a riqueza, a glória e a longa vida – cf. 1 Re 3,13-14).
Em termos religiosos, qual a mensagem que os autores deuteronomistas pretendem deixar com esta “ficção”?
Antes de mais, o nosso texto deixa claro que, em Israel, o rei é o “instrumento de Deus”, o intermediário entre Deus e o seu Povo. É através da pessoa do rei que Deus governa, que intervém na vida do seu Povo e o conduz pela história.
Depois, o texto mostra que Salomão não concebeu o seu papel como um privilégio pessoal que podia ser usado em benefício próprio, mas sim como um ministério que lhe foi confiado por Deus. Salomão tinha consciência de que a autoridade é um serviço que deve ser exercido com “sabedoria” e que o objectivo final desse serviço é a realização do bem comum.
Finalmente (e é talvez o aspecto mais significativo para o tema da liturgia deste domingo), os autores deuteronomistas sublinham a “qualidade” da resposta de Salomão: ele não pede riqueza nem glória, mas pede as aptidões necessárias e a capacidade para cumprir bem a missão que Deus lhe confiou. Salomão aparece aqui como o modelo do homem que sabe escolher as coisas importantes e que não se deixa distrair por valores efémeros.
Dizer que a súplica de Salomão “agradou ao Senhor” (vers. 10) é propor aos israelitas que optem pelos valores eternos, duradouros e essenciais.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar as seguintes questões:

• Algumas pessoas e grupos com um peso significativo na opinião pública procuram vender a ideia de que a realização plena do indivíduo está num conjunto de valores que decidem quem pertence à elite dos vencedores, dos que estão na moda, dos que têm êxito… Em muitos casos, esses valores propostos são realidades efémeras, materiais, secundárias, relativas. Quase sempre, por detrás da proposição de certos valores, estão interesses particulares e egoístas, a tentativa de vender determinada ideologia ou a preocupação em tornar o mercado dependente dos produtos comerciais de determinada marca… O “sábio”, contudo, é aquele que está consciente destes mecanismos, que sabe ver com olhar crítico os valores que a moda propõe, que sabe discernir o verdadeiro do falso, que distingue o que apenas tem um brilho doirado daquilo que, na essência, é um tesouro que importa conservar. O “sábio” é aquele que consegue perceber o que efectivamente o realiza e lhe permite levar a cabo, dentro da comunidade, a missão que lhe foi confiada. Como é que eu me situo face a isto? O que me seduz e que eu abraço é o imediato, o brilhante, o sedutor, ainda que efémero, ou é o que é exigente e radical mas que me permite conquistar uma felicidade duradoura e concretizar o meu papel no mundo, na empresa, na família ou na minha comunidade cristã?

• A figura de Salomão interpela também todos aqueles que detêm responsabilidades na comunidade (seja em termos civis, seja em termos religiosos). Convida-os a uma verdadeira atitude de serviço: o seu objectivo não deve nunca ser a realização dos próprios esquemas pessoais, mas sim o benefício de toda a comunidade, a concretização do bem comum.


SALMO RESPONSORIAL – Salmo 118 (119)

Refrão: Quanto amo, Senhor, a vossa lei!

Senhor, eu disse: A minha herança
é cumprir as vossas palavras.
Para mim vale mais a lei da vossa boca
do que milhões em ouro e prata.

Console-me a vossa bondade,
segundo a promessa feita ao vosso servo.
Desçam sobre mim as vossas misericórdias e viverei,
porque a vossa lei faz as minhas delícias.

Por isso, eu amo os vossos mandamentos,
mais que o ouro, o ouro mais fino.
Por isso, eu sigo todos os vossos preceitos
e detesto todo o caminho da mentira.

São admiráveis as vossas ordens,
por isso, a minha alma as observa.
A manifestação das vossas palavras ilumina
e dá inteligência aos simples.


LEITURA II – Rom 8,28-30

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos

Irmãos:
Nós sabemos que Deus concorre em tudo
para o bem daqueles que O amam,
dos que são chamados, segundo o seu desígnio.
Porque os que Ele de antemão conheceu,
também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho,
a fim de que Ele seja o Primogénito de muitos irmãos.
E àqueles que predestinou, também os chamou;
àqueles que chamou, também os justificou;
e àqueles que justificou, também os glorificou.

AMBIENTE

O texto que nos é proposto como segunda leitura continua a reflexão de Paulo sobre o projecto de salvação que Deus tem para oferecer aos homens.
Já vimos nos domingos anteriores que, na perspectiva de Paulo, todo o homem que chega a este mundo mergulha num contexto de pecado que o marca e condiciona (cf. Rom 1,18-3,20); no entanto, Deus, na sua bondade, oferece gratuitamente ao homem pecador a sua graça e dá-lhe a possibilidade de chegar à salvação (cf. Rom 3,21-4,25); e é em Jesus Cristo que esse dom de Deus se comunica ao homem (cf. Rom 5,1-7,25). É o Espírito Santo que permite ao homem acolher esse dom e viver na fidelidade à graça que Deus oferece (cf. Rom 8,1-39).
Depois de assegurar aos cristãos de Roma (e, através deles, aos cristãos de todas as épocas e lugares) que o Espírito “vem em auxílio da nossa fraqueza” e “intercede por nós” (cf. Rom 8,26-27), Paulo relembra – no texto que nos é proposto como segunda leitura – que Deus tem um projecto de amor que se traduz no oferecimento da salvação ao homem.

MENSAGEM

Esse projecto não é um acontecimento casual, mas algo que, desde sempre, está previsto nos planos de Deus.
Aos que aderem a esse projecto, Deus chama-os a identificarem-se com o seu filho Jesus, liberta-os do egoísmo e do pecado e fá-los, com Jesus, chegar à vida nova e plena (justificação).
Neste contexto, Paulo fala “daqueles” que Deus “conheceu” de antemão, que “predestinou” para viverem à imagem de Jesus, que “chamou”, que “justificou” e que “glorificou”. No entanto, estes versículos não devem ser entendidos no sentido de que a salvação que Deus oferece se destine apenas a um grupo de predestinados, que Deus escolheu de entre os homens de acordo com critérios que nos escapam… A teologia paulina é clara a este respeito: o projecto salvador de Deus está aberto a todos aqueles que querem acolhê-l’O. O que Paulo sublinha aqui é que se trata de um dom gratuito de Deus e que esse dom está previsto desde toda a eternidade.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode partir dos seguintes dados:

  • Em todas as cartas de Paulo transparece o espanto que o apóstolo sente diante do amor de Deus pelo homem. Este tema está, contudo, especialmente presente na Carta aos Romanos. O nosso texto convida-nos a dar conta – outra vez – desse facto extraordinário que é o amor de Deus (amor que o homem não merece, mas que Deus, com ternura, insiste em oferecer, de forma gratuita e incondicional), traduzido num projecto de salvação preparado desde sempre, e que leva Deus a enviar ao mundo o seu próprio Filho para conduzir todos os homens e mulheres a uma nova condição. Numa época marcada por uma certa indiferença face a Deus, este texto convida-nos a tomar consciência de que Deus nos ama, vem continuamente ao nosso encontro, aponta-nos o caminho da vida plena e verdadeira, desafia-nos à identificação com Jesus, convida-nos a integrar a sua família. Nós, os crentes, somos convidados a conduzir a nossa vida à luz desta realidade; e somos convocados a testemunhar, com palavras, com acções, com a vida, no meio dos irmãos que dia a dia percorrem connosco o caminho da vida, o amor e o projecto de salvação que Deus tem.
  • Diante da oferta de Deus, somos livres de fazer as nossas opções – opções que Deus respeita de forma absoluta. No entanto, a vida plena está no acolhimento desse “valor mais alto” que é o seguimento de Jesus e a identificação com Ele. É esse o “valor mais alto”, o “tesouro” pelo qual eu optei de forma decidida no dia do meu baptismo? Tenho sido, na caminhada da vida, coerente com essa escolha?



ALELUIA – cf. Mt 11,25

Aleluia. Aleluia.

Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.


EVANGELHO – Mt 13,44-52

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
disse Jesus às multidões:
“O reino dos Céus é semelhante
a um tesouro escondido num campo.
O homem que o encontrou tornou a escondê-lo
e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía
e comprou aquele campo.
O reino dos Céus é semelhante
a um negociante que procura pérolas preciosas.
Ao encontrar uma de grande valor,
foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola.
O reino dos Céus é semelhante
a uma rede que, lançada ao mar,
apanha toda a espécie de peixes.
Logo que se enche, puxam-na para a praia
e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos
e o que não presta deitam-no fora.
Assim será no fim do mundo:
os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos
e a lançá-los na fornalha ardente.
Aí haverá choro e ranger de dentes.
Entendestes tudo isto?”
Eles responderam-Lhe: “Entendemos”.
Disse-lhes então Jesus:
“Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus
é semelhante a um pai de família
que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”.

AMBIENTE

Concluímos, neste domingo, a leitura do capítulo dedicado às “parábolas do Reino” (cf. Mt 13). Nele, recorrendo a imagens e comparações simples, sugestivas e questionantes (“parábolas”), Jesus apresenta esse mundo novo de liberdade e de vida nova que Ele veio propor aos homens e ao qual Ele chamava Reino de Deus.
Concretamente, o nosso texto apresenta-nos três parábolas que são exclusivas de Mateus (nenhuma delas aparece nos outros três evangelhos considerados canónicos. No entanto, as três aparecem num texto não canónico – o Evangelho de Tomé – embora aí apresentem notáveis variantes em relação à versão mateana): a parábola do tesouro, a parábola da pérola e a parábola da rede e dos peixes.
Para enquadrarmos melhor a mensagem aqui proposta por Mateus, devemos ter em conta a realidade da comunidade a quem o Evangelho se destina… Estamos no final do primeiro século (anos oitenta). Passaram-se mais de trinta anos após a morte de Jesus. O entusiasmo inicial deu lugar à monotonia, à falta de empenho, a uma vivência “morna”, pouco exigente e pouco comprometida. No horizonte próximo das comunidades cristãs perfilam-se tempos difíceis de perseguição e de hostilidade e os cristãos parecem pouco preparados para enfrentar as dificuldades. Mateus sente que é preciso renovar o compromisso cristão e chamar a atenção dos crentes para o Reino, para as suas exigências e para os seus valores. As parábolas do Reino que hoje nos são propostas devem ser lidas neste contexto.

MENSAGEM

O texto do Evangelho deste domingo pode ser dividido em três partes. Em cada uma delas, há aspectos e questões que convém pôr em relevo e ter em conta.
Na primeira parte, temos duas parábolas – a parábola do tesouro escondido no campo e a parábola da pérola preciosa (vers. 44-46). Ambas desenvolvem o mesmo tema e apresentam ensinamentos semelhantes.
A questão principal abordada nesta primeira parte é a da descoberta do valor e da importância do Reino. Quer a parábola do tesouro escondido, quer a parábola da pérola preciosa, sugerem que o Reino proposto por Jesus (esse mundo de paz, de amor, de fraternidade, de serviço, de reconciliação que Jesus veio anunciar e oferecer) é um “tesouro” precioso, que os seguidores de Jesus devem abraçar, antes de qualquer outro valor ou proposta. Os cristãos são, antes de mais, aqueles que encontraram algo de único, de fundamental, de decisivo: o Reino. Ora, quando alguém encontra um “tesouro” como esse, deve elegê-lo como a riqueza mais preciosa, o fim último da própria existência, o valor fundamental pelo qual se renuncia a tudo o resto e pelo qual se está disposto a pagar qualquer preço. Provavelmente, Mateus está a sugerir a esses cristãos a quem o seu Evangelho se destina (adormecidos numa fé morna, inconsequente, pouco exigente) que é preciso redescobrir e optar decisivamente por esse valor mais alto, que deve dar sentido às suas vidas – o Reino. O cristão é confrontado, a par e passo, com muitos valores e opções; mas deve aperceber-se de que o Reino é o valor mais importante.
Na segunda parte, Mateus apresenta o Reino na imagem de uma rede que, lançada ao mar, apanha diversos tipos de peixes (vers. 47-50). Na versão apresentada por Mateus, a parábola apresenta um ensinamento semelhante ao da parábola do trigo e do joio (sobre a qual meditamos no passado domingo): o Reino não é um condomínio fechado, onde só há gente escolhida e santa, mas é uma realidade onde o mal e o bem crescem simultaneamente. Deus não tem pressa de condenar e destruir. Ele não quer a morte do pecador; por isso, dá ao homem o tempo necessário e suficiente para amadurecer as suas opções e para fazer as suas escolhas (no Evangelho de Tomé, a versão é diferente: conta a história de um pescador “sábio” que pesca vários peixes, mas fica só com o maior e lança os outros ao mar. Aí, portanto, a parábola da rede e dos peixes apresenta uma mensagem que vai na linha das parábolas do tesouro descoberto no campo e da pérola preciosa. Alguns autores pensam que a versão apresentada no Evangelho de Tomé constitui a versão primitiva da parábola da rede e dos peixes).
A referência que Mateus faz (mais uma vez) ao juízo final é uma forma de exortar os irmãos da sua comunidade no sentido de escolherem decididamente o Reino e porem em prática as propostas de Jesus.
Na terceira parte do Evangelho que nos é proposto, Mateus apresenta um breve diálogo entre Jesus e os discípulos (vers. 51-52).
Neste diálogo temos uma espécie de conclusão de todo o capítulo. Mateus sugere que o verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que “compreende”. Ora, “compreender”, na teologia mateana, significa “prestar atenção” e comprometer-se com o ensinamento proposto. Os cristãos são, pois, convidados a descobrir a realidade do Reino, a entender as suas exigências, a comprometerem-se com os seus valores. A referência ao “escriba” que “tira do seu tesouro coisas novas e velhas” pode referir-se aos judeus, conhecedores profundos do Antigo Testamento (o “velho”), convidados agora a reflectirem essas velhas promessas à luz das propostas de Jesus (o “novo”). É nessa dialéctica sempre exigente e questionante que o verdadeiro discípulo encontra o caminho para o Reino; e, depois de encontrar esse caminho, deve comprometer-se com ele de forma decisiva, exigente, empenhada.

ACTUALIZAÇÃO

Ter em conta, na reflexão, os seguintes elementos:

  • A primeira e mais importante questão abordada neste texto é a das nossas prioridades. Para Mateus, não há qualquer dúvida: ser cristão é ter como prioridade, como objectivo mais importante, como valor fundamental, o Reino. O cristão vive no meio do mundo e é todos os dias desafiado pelos esquemas e valores do mundo; mas não pode deixar que a procura dos bens seja o objectivo número um da sua vida, pois o Reino é partilha. O cristão está permanentemente mergulhado num ambiente em que a força e o poder aparecem como o grande ideal; mas ele não pode deixar que o poder seja o seu objectivo fundamental, porque o Reino é serviço. O cristão é todos os dias convencido de que o êxito profissional, a fama a qualquer preço são condições essenciais para triunfar e para deixar a sua marca na história; mas ele não pode deixar-se seduzir por esses esquemas, pois a realidade do Reino vive-se na humildade e na simplicidade. O cristão faz a sua caminhada num mundo que exalta o orgulho, a auto-suficiência, a independência; mas ele já aprendeu, com Jesus, que o Reino é perdão, tolerância, encontro, fraternidade… O que é que comanda a minha vida? Quais são os valores pelos quais eu sou capaz de deixar tudo? Que significado têm as propostas de Jesus na minha escala de valores?
  • A decisão pelo Reino, uma vez tomada, não admite meias tintas, tibiezas, hesitações, jogos duplos. Escolher o Reino não é agradar a Deus e ao diabo, pactuar com realidades que mutuamente se excluem; mas é optar radicalmente por Deus e pelos valores do Evangelho. A minha opção pelo Reino é uma opção radical, sincera, que não pactua com desvios, com compromissos a “meio gás”, com hipocrisias e incoerências?
  • Porque é que os cristãos apresentam, tantas vezes, um ar amargurado, sofredor, desolado? Quando a tristeza nos tolda a vista e nos impede de sorrir, quando apresentamos semblantes carrancudos e preocupados, quando deixamos transparecer em gestos e em palavras a agitação e o desassossego, quando olhamos para o mundo com os óculos do pessimismo e do desespero, quando só nos deixamos impressionar pelo mal que acontece à nossa volta, já teremos descoberto esse valor fundamental – o Reino – que é paz, esperança, serenidade, alegria, harmonia?
  • Mais uma vez o Evangelho convida-nos a admirar (e a absorver) os métodos de Deus, que não tem pressa nenhuma em condenar e destruir, mas dá tempo ao homem – todo o tempo do mundo – para amadurecer as suas opções e fazer as suas opções. Sabemos respeitar, com esta tolerância e liberdade, o ritmo de crescimento e de amadurecimento dos irmãos que nos rodeiam?



ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 17º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 17º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. FAVORECER O TEMPO DE SILÊNCIO.
Durante o período estival, procure-se favorecer os tempos de silêncio no início das orações, antes das leituras, depois da homilia, depois da comunhão, para permitir a cada um de se preparar para o acolhimento de Cristo, Palavra e Eucaristia. Procurar o Reino é, antes de mais, fazer silêncio para nos deixarmos tocar pela graça.

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Deus, nosso Pai, nós Te bendizemos pelo teu servidor, o rei Salomão, nos dias da sua fidelidade para contigo. Estiveste atento à sua oração e escutaste-o.
Com o rei Salomão, nós Te pedimos pelos dirigentes das nações e das Igrejas: dá-lhes um coração atento, para que conduzam os povos e as comunidades segundo o teu Espírito e saibam discernir o bem do mal.

No final da segunda leitura:
Nós Te damos graças pelo desígnio do teu amor e pelo teu filho Jesus, que estabeleceste no meio de nós como primogénito de uma multidão de irmãos.
Nós Te pedimos: Tu que imprimes em nós a imagem do teu Filho, faz que o teu Espírito nos transforme à sua semelhança.

No final do Evangelho:
Nós Te bendizemos pelo Reino dos céus que estabeleceste no coração do nosso mundo como um tesouro escondido e como um laço que nos conduz a Ti.
Nós Te pedimos: dá aos teus fiéis a coragem de procurar em toda a parte o tesouro da tua presença escondida, para aí encontrar a riqueza do teu amor.

4. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística III que, na sua intercessão, faz eco dos temas da segunda leitura.

5. PALAVRA PARA O CAMINHO.
“Pede o que quiseres…” Se a mesma questão nos fosse posta hoje, qual seria a nossa resposta? Por que tesouro estamos dispostos a sacrificar tudo? “Um coração que escute e saiba discernir o essencial do acessório!” A oração de Salomão poderia inspirar a nossa oração ao longo da semana…


UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA
ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador:
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – www.ecclesia.pt/dehonianos


Fonte: Presbíteros