quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Liturgia do Natal

Natal não é festa de uma ideia, mas é a festa que celebra a nossa salvação

É no ano 336 que temos a primeira notícia da Festa do Natal, ocorrida em Roma. Por intermédio de Santo Agostinho, temos conhecimento de que essa festa era celebrada no século IV também na África. Também na Espanha, no final do século IV, o Natal já era celebrado.

A data 25 de dezembro não é confirmada historicamente como oficial ao nascimento de Jesus. Segundo estudiosos, a explicação mais provável nasce na tentativa de a Igreja de Roma suplantar a festa pagã do “Natalis (solis) incicti”.

Foi no século III que se difundiu no mundo greco-romano o culto ao sol. Foi o Imperador Aureliano (275 d.C.) que deu a esse culto uma importância oficial. Assim, o culto ao sol tornou-se um símbolo da luta pagã contra o Cristianismo. A data principal dessa festa era 25 de dezembro. Era celebrada no solstício 1 de inverno e representava a vitória anual do sol sobre as trevas. Visando purificar essa celebração pagã, a Igreja deu a ela um significado diferente, tendo como base uma rica temática bíblica: Lucas 1,78; Efésios 5,8-14. Enquanto celebrava-se o nascimento do sol, a Igreja apresentou aos cristãos o nascimento do verdadeiro Sol: Cristo, que apareceu ao mundo após longas noites de pecado.

Celebrar o Natal é celebrar o Sol da Vida, que nos ilumina com Sua graça salvadora. É a Luz de um novo tempo que nasce em nosso coração e deseja fazer morada definitiva em nós.

São Leão Magno, em seu "Sermão de Natal", escreve: “O Natal do Senhor não se apresenta a nós como lembrança do passado, mas o vemos no presente”. Fazemos memória presente do nascimento de Cristo em meio à nossa frágil humanidade. Natal não é festa de uma ideia, mas é a festa que celebra a nossa salvação. A Festa do Natal é o ponto de partida para nossa salvação realizada por Cristo.

O Tempo do Natal começa com as primeiras Vésperas do Natal e termina no domingo depois da Epifania (entre 2 e 8 de janeiro). Interessante ressaltar que a Liturgia do Natal do Senhor se caracteriza por quatro Celebrações da Eucaristia, assim distribuídas:

1 – Na tarde do dia 24 se celebra a Missa vespertina . Esta Missa tem caráter festivo, com o canto do Glória e a Profissão de Fé.

2 – Na noite de 25, em geral à meia-noite, celebra-se a primeira Missa do Natal do Senhor.

3 – Ao alvorecer se celebra a segunda Missa do Natal.

4 – Durante o “dia” de Natal se celebra a terceira Missa da festividade.

A solenidade do Natal prolonga sua celebração por 8 dias contínuos, conhecidos como: Oitava do Natal.

Cada uma destas quatro Missas tem Leituras e Orações próprias, a saber:

1 – Missa da Vigília: Primeira Leitura: Is 62,1-5; Salmo Responsorial: Sl 88; Segunda Leitura: At 13,16-17.22-25; Evangelho: Mt 1,1-25.

2 – Missa da Noite: Primeira Leitura: Is 9,1-6; Salmo Responsorial: Sl 95; Segunda Leitura: Tt 2,11-14; Evangelho: Lc 2,1-14.

3 – Missa da Aurora: Primeira Leitura: Is 62,11-12; Salmo Responsorial: Sl 96; Segunda Leitura: Tt 3,4-7; Evangelho: Lc 2,15-20.

4 – Missa do Dia: Primeira Leitura: Is 52,7-10; Salmo Responsorial: Sl 97; Segunda Leitura: Hb 1,1-6; Evangelho: Jo 1,1-18.

Natal é tempo de festa e alegria. É tempo de estar unido à comunidade celebrando o dom da vida manifestada no nascimento de Jesus Cristo. Celebrar o nascimento de Cristo é estar unido à Igreja em todo o mundo que se une na fé e na esperança de um novo tempo. A participação nas Missas é fundamental, pois nos reunimos em comunidade, na qual o Cristo se revela a cada um de nós e a todos por meio do Pão da Palavra e do Pão da Eucaristia. Para melhor participarmos destas celebrações é interessante meditarmos antecipadamente as Leituras que serão proclamadas durante a Missa. O silêncio exterior e interior é oportunidade para melhor celebrarmos o Sol da Vida, que nos ilumina com Seu amor salvífico.

Padre Flávio Sobreiro


fonte: http://www.cancaonova.com/

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

4° Domingo do Advento Ano-A

Cor violácea ou lilás

ANO A - 18/12/2011 4º DOMINGO DO ADVENTO

O Messias está chegando, alegremo-nos!

Onde for costume, continuar arrumando o presépio.

Neste domingo, convidar uma família para conduzir a manjedoura e as imagens de Maria e José na procissão de entrada, colocando-as no presépio. As imagens dos Reis Magos sejam reservadas para colocá-las somente na Epifania.

Para dar início à celebração, cantar de forma orante o refrão abaixo.
SENHOR, NÓS TE ESPERAMOS, SENHOR! NÃO TARDES MAIS, SENHOR! NÓS TE ESPERAMOS, VEM LOGO NOS SALVAR! (bis)


01. ACOLHIDA

Animador(a) - Queridos irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos! É com grande alegria que os acolhemos para celebrar a nossa fé e a nossa vida. Na liturgia deste domingo, com Maria, bendizemos ao Pai pela manifestação de Seu Filho em nosso meio. Hoje somos convidados a nos alegrar como Maria, porque o Senhor está conosco, revelando-nos, em Jesus Cristo, o Seu Projeto de Amor. Na feliz espera por esse tempo de graça, cantemos.

Procissão de entrada como de costume.


02. CANTO INICIAL

VIGILANTES NA ESPERANÇA, CAMINHAMOS COM MARIA! EIS O TEMPO FAVORÁVEL, ADVENTO DO SENHOR!
1. Os profetas predisseram o nascimento do Messias, com o passar das gerações a profecia se cumpria. Graça plena alcançou quem na Palavra confiou, veio a nós o Emanuel, nosso Deus libertador!
2. João Batista foi à frente preparando o caminho, converteu os corações para acolher o Messias. Trouxe graça e esperança, vida nova transformou, pois nasceu para nós, Jesus Cristo nosso guia!
3. Na pequena Nazaré o anjo anunciou, que da virgem escolhida um menino nasceria. E no sim de Maria o Senhor lhe confiou, a missão da fiel serva, ser a Mãe do Salvador.
4. Na espera do Senhor, vigilantes na oração, com povo peregrino buscando libertação. Confiantes na promessa que o Pai nos revelou, a Palavra se fez carne e entre nós habitou!

Presidente - Na alegria da chegada do Senhor, façamos o sinal da nossa fé.
EM NOME DO PAI...

Presidente - O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.
BENDITO SEJA DEUS...

Animador(a) - A exemplo de Maria, a serva do Senhor, todo aquele que acredita e faz da sua vida um serviço ao Reino de Deus e aos irmãos, torna-se sinal da luz de Cristo para o mundo.
Acendamos a 4ª vela da Coroa do Advento.

Uma mulher grávida, acompanhada de seu esposo (se possível), acende a 4ª vela (branca) da Coroa do Advento, enquanto se canta.

1. Uma vela acendemos neste momento, é a quarta vela da Coroa do Advento. (bis)
2. Uma voz que clamava no deserto falou, preparai os caminhos do Senhor. (bis) 3. Vem, vem Jesus, vem, vem Jesus, que nos ilumine a Tua luz. (bis)


03. DEUS NOS PERDOA

Presidente - A salvação trazida por Jesus ao mundo é para todos. Acolhê-la é compromisso de cada um de nós. Reconhecendo nossas faltas, imploremos confiantes a misericórdia do Pai. (pausa)

- Senhor, que viestes ao mundo para nos salvar, tende piedade de nós. SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS.
- Cristo, que continuamente nos visitais com a graça do vosso Espírito, tende piedade de nós. CRISTO, TENDE PIEDADE DE NÓS.
- Senhor, que vireis um dia para julgar as nossas obras, tende piedade de nós. SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS.

Presidente - Deus da vida, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. AMÉM.


04. ORAÇÃO

Presidente - Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do Anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. AMÉM.

Animador(a) - Por meio do sim de Maria, realiza-se a promessa que Deus fez a Davi no passado. Ouçamos atentos o que nos diz a Palavra que liberta e salva.


05. LEITURA DO SEGUNDO LIVRO DE SAMUEL (7,1-5.8b-12.14a.16)


06. SALMO RESPONSORIAL (88)

Ó SENHOR, EU CANTAREI ETERNAMENTE O VOSSO AMOR! (bis)
- Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus.
- “Eu firmei uma aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!
- Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo, onde encontro a salvação!’ Guardarei eternamente para Ele a minha graça e com Ele firmarei minha aliança indissolúvel”.


07. LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS ROMANOS (16,25-27)


08. CANTO DE ACLAMAÇÃO

ALELUIA, ALELUIA! (bis)
1. Eis a serva do Senhor! (bis) Que em mim venha cumprir-se (bis) tudo quanto me disseste! (bis) Aleluia, aleluia! (bis)


09. PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO SEGUNDO SÃO LUCAS (1,26-38)


10. PREPARANDO A PARTILHA DA PALAVRA

Neste quarto e último domingo do Advento, meditamos sobre a anunciação do Senhor, conforme relata o Evangelho de Lucas.
O Salvador é concebido no seio de Maria, camponesa de uma pequena cidade sem importância de uma região marginalizada: Nazaré da Galileia. O Espírito Santo de Deus encontra em Maria a acolhida necessária para gerar o Filho de Deus: “Eu sou a serva do Senhor...”.
Jesus é da descendência de Davi, conforme a promessa feita por Deus por meio do profeta Natã. Davi foi escolhido por Deus para pastorear o povo, e não para projetar-se mediante magníficas construções. Não precisa construir um templo para Deus, e sim adorá-lo pela fidelidade à missão recebida. É a vida das pessoas que interessa a Deus. Ele as liberta e as protege. Por isso, prefere morar no meio do povo (primeira leitura).
Jesus é a manifestação do amor divino derramado sobre todos os povos. Ele nos foi dado a conhecer pelos anúncios proféticos e pela bondade e sabedoria de Deus, a quem queremos glorificar eternamente (segunda leitura). Entrando na semana do Natal, na mesma disposição de Maria, a mãe de Jesus e nossa, queremos acolher o Salvador e dizer-lhe com o coração e com a vida: “Eis aqui os servos e as servas do Senhor...”.


11. PROFISSÃO DE FÉ

Presidente - Iluminados pela Palavra de Deus, professemos a nossa fé.

CREIO EM DEUS PAI...


12. PRECES DA COMUNIDADE

Presidente - Ao Deus sempre fiel às suas promessas, elevemos as nossas preces.

- Senhor, abençoai-nos para que possamos, a exemplo de Maria, responder um sim livre, sincero, generoso e colaborar com o Vosso projeto de salvação. Nós vos pedimos.
- Senhor, iluminai as famílias que estão se preparando para celebrar o Natal do vosso Filho por meio da novena de Natal e dai a todas alegria, esperança e paz. Nós vos pedimos.
- Senhor, acompanhai os casais que aguardam o nascimento de seus filhos para que sejam felizes e abençoados e que o fruto do seu amor possa trazer alegria para suas vidas e para a comunidade. Nós vos pedimos.

(preces espontâneas)

Presidente - Senhor, escutai as nossas súplicas e preparai os nossos corações para acolher o vosso Filho, Luz do mundo, com a fé e a simplicidade de Maria. Por Cristo, nosso Senhor. AMÉM.


13. APRESENTAÇÃO DOS DONS

Este momento é próprio para Celebração da Palavra.

Animador(a) - Maria aceita com fé a proposta divina e declara-se a Serva do Senhor. Ela é modelo do discípulo cristão e mãe da humanidade. “Com sua fé, Maria chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo”. A vocação da Mãe de Deus ilumina a nossa: também nós, pelo mesmo Espírito Santo, nos é dado conceber Jesus, de forma que se torne conhecido e amado no mundo.
Animador(a) - Apresentemos ao altar do Senhor, toda dedicação dos grupos de Círculo Bíblico, das famílias que preparam a vida e o coração para celebrar dignamente o Natal do Senhor, por meio das celebrações, leitura orante da Bíblia, novena, oração do terço e doação gratuita dos bens e dos dons.

Representantes dos grupos da novena, oração do terço, equipe de celebração, pastoral da misericórdia, Vicentinos, apresentam os símbolos: livro, terço, folheto litúrgico, cesto com alimentos, remédios, roupas... enquanto se canta.

1. Preparo a casa, Jesus vai chegar; vou ver o que falta na vida do lar.
2. Preparo este mundo pra ser de Jesus, vivendo a justiça, da qual vem a luz.
3. Preparo também o meu coração, Jesus sempre chega em qualquer dos irmãos.


14. CANTO DAS OFERENDAS

(onde houver Celebração da Palavra)

1. “Do céu vai descer o Cordeiro”, é dom, puro dom, salvação! No altar do penhor verdadeiro, também vamos ser oblação.
EIS, SENHOR, A TUA VINHA, FRUTOS MIL TE TRAZ, SENHOR! MAS TEU POVO QUE CAMINHA MAIS QUE FRUTO, É DOM DE AMOR!
2. Na terra já brota a esperança e a graça de Deus vem dizer que o povo da Nova Aliança também oferenda vai ser.

(onde houver Celebração Eucarística)

QUE ALEGRIA, QUE ESPERANÇA, AGUARDAR JESUS QUE VEM! RENOVEMOS NOSSAS VIDAS, CONFIRMEMOS NOSSA FÉ.
1. Junto ao pão e junto ao vinho colocamos a promessa de vivermos como irmãos. Sobre a ara do altar depositamos o aperto fraternal de nossas mãos.
2. Aceita, ó Senhor, nesse momento, nossa vida transformada em oblação, como aceitas, ó Senhor, o alimento que o fermento, levedando, torna pão.


15. MOMENTO DE LOUVOR

Presidente - Ao Senhor que escolheu Maria para ser a Mãe de Cristo, cantemos o nosso louvor.

1. Bendito seja o Senhor Deus de Israel que a seu povo visitou e libertou; e fez surgir um poderoso Salvador na casa de Davi, seu servidor, como falara pela boca de seus santos os profetas desde os tempos mais antigos para salvar-nos do poder dos inimigos e das mãos de todos quantos nos odeiam.
BENDITO, BENDITO, BENDITO, BENDITO SEJA O SENHOR DEUS DE ISRAEL!
2. Assim mostrou misericórdia a nossos pais, recordando a sua santa Aliança e o juramento a Abraão, o nosso pai, de conceder-nos que, libertos do inimigo, a Ele nós sirvamos sem temor em santidade e justiça diante dele.
3. Enquanto perdurarem nossos dias, serás profeta do Altíssimo, ó menino, irás andando à frente do Senhor para aplainar e preparar os seus caminhos, anunciando a seu povo a salvação, que está na remissão dos seus pecados.
4. Pelo amor do coração do nosso Deus, sol nascente que nos veio visitar, lá do alto como luz resplandecente a iluminar a quantos jazem entre as trevas na sombra da morte estão sentados no caminho da paz a guiar os nossos passos.


16. PAI NOSSO

Presidente - Irmãos, de mãos dadas, rezemos com amor e confiança a oração que Jesus nos ensinou: PAI NOSSO...


17. MOMENTO DA PAZ

Animador(a) - A paz que Jesus traz é fruto da alegria, da vivência fraterna e solidária. Rezemos em silêncio, pedindo que Ele nos dê a paz.

Durante o Tempo do Advento, pode-se omitir o abraço da paz para realizá-lo com mais alegria no Tempo do Natal.


18. CANTO DE COMUNHÃO

(se houver)

VEM, Ó SENHOR, COM O TEU POVO CAMINHAR, TEU CORPO E SANGUE, VIDA E FORÇA VEM NOS DAR (bis).
1. A Boa-Nova proclamai com alegria: Deus vem a nós, ele nos salva e nos recria. E o deserto vai florir e se alegrar, da terra seca flores, frutos vão brotar (bis).
2. Eis nosso Deus e Ele vem para salvar, com sua força vamos juntos caminhar e construir um mundo novo e libertado do egoísmo, da injustiça e do pecado (bis).
3. Uma voz clama no deserto com vigor: “Preparai hoje os caminhos do Senhor”. Tirai do mundo a violência e ambição que não nos deixam ver no outro o nosso irmão (bis).
4. Distribui os vossos bens com igualdade, fazei na terra germinar fraternidade. O Deus da vida marchará com o seu povo, e homens novos viverão num mundo novo (bis).
5. Vem, Senhor, ouve o clamor da tua gente, que luta e sofre, porém crê que estás presente. Não abandones os teus filhos, Deus fiel, porque teu nome é Deus-conosco: Emanuel! (bis)


19. ORAÇÃO

Presidente - Ó Deus de bondade, Vós partilhastes conosco a vossa Palavra (e a Comunhão). Por esse alimento, dai-nos a graça de nos preparar melhor para celebrar o Natal de vosso Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. AMÉM.


20. NOTÍCIAS E AVISOS

- No dia 25/12, celebraremos a grande festa do Natal de nosso Senhor Jesus Cristo. Durante esta semana e na Noite de Natal, cada família pode realizar seu gesto concreto partilhando roupas, brinquedos, alimentos, fraldas, leite, etc... trazendo para a comunidade doar para as famílias mais necessitadas.


21. BÊNÇÃO DAS GESTANTES

O presidente convida todas as gestantes a se colocarem em frente ao altar, pede que toda a assembleia estenda as mãos sobre elas e procede a bênção.

Presidente - Ó Deus de ternura e paz, nós te contemplamos na gravidez de Maria e na gravidez destas nossas irmãs.
Ó Senhor, cujo filho, por obra e poder do Espírito Santo, dignou-se nascer da Virgem Maria para remir e salvar a humanidade, dai saúde a estas crianças que estão para nascer e concedei que estas vossas filhas deem a luz tranquilamente ao fruto de seus ventres, desde já destinados a serem vossos fiéis, servindo-vos em todas as coisas para merecer a vida eterna. AMÉM.

Todos (cantando):

Mãe, teu coração soube agradecer ao cantar feliz: o Senhor fez em mim maravilhas e santo, santo, santo é o Seu nome. (bis)

AVE MARIA...


22. BÊNÇÃO

Presidente - Que o Deus onipotente e misericordioso vos ilumine com o Advento do seu Filho, em cuja vinda cremos e cuja volta esperamos, e derrame sobre vós as suas bênçãos. AMÉM.
- Que durante esta vida Ele vos torne firmes na fé, alegres na esperança e solícitos na caridade. AMÉM.
- Alegrando-vos agora pela vinda do Salvador feito homem, sejais recompensados com a vida eterna, quando vier de novo em sua glória. AMÉM.
- Abençoe-vos o Deus todo-poderoso: PAI E FILHO E ESPÍRITO SANTO. AMÉM.
- Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe. GRAÇAS A DEUS.


23. CANTO FINAL

DA CEPA BROTOU A RAMA, DA RAMA BROTOU A FLOR, DA FLOR NASCEU MARIA, DE MARIA, O SALVADOR. (bis)
1. O Espírito de Deus sobre Ele pousará, de saber, de entendimento este Espírito será. De conselho e fortaleza, de ciência e de temor, achará sua alegria no temor do seu Senhor.
2. Não será pela ilusão do olhar, do ouvir falar, que Ele irá julgar os homens, como é praxe acontecer... Mas os pobres desta terra com justiça julgará e dos fracos o direito Ele é quem defenderá.
3. Neste dia, neste dia, o Senhor estenderá sua mão libertadora, pra seu povo resgatar... Estandarte para os povos o Senhor levantará, a seu povo, a sua Igreja toda a terra acorrerá. O Messias está chegando, alegremo-nos!

Fonte:
HYPERLINK:"http://www.diocesedecolatina.org.br"
http://www.homilia.com.br/

Blog Reativado

Caros irmãos estamos novamente on-line!
As postagens serão novamente normalizadas de forma permanente e em definitivo a partir de agora.
As sugestões das músicas do 4° Domingo do Advento Ano-A saem até amanhã, 15/12/2011.
Paz e bem, Pedro Henrique

sábado, 11 de junho de 2011

Missa Pentecostes

Gente, abaixo nossas sugestões para a Missa de Pentecostes.

Musicas para Pentecostes (Numero ao lado é a pagina do arquivo de cifras)
CIFRAS
Entrada: Celebrando Pentecostes
Ato Penitencial: Confesso
Glória: Shalom (43)
AClamação: Aleluia
Ofertório: Vem Espírito (5)
Santo: Toca de Assis (62)
Comunhão: Vinde ó Espírito Santo (9)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Músicas para Missa do Domingo de Ramos - Ano A

"Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus."

Bênção dos Ramos: Hosana, hosana ao Rei (Agnus Dei -cd Agnus Dei 1985 - 1986 - 1987) -Cifra


Entrada: Hosana hay! Hosana ha! (Roberto Malvezzi -cd Canções para Orar 1) -Cifra


Ato Penitencial: Kyrie Eleison (Irmã Míria T. Kolling -cd Canto Pastoral - Ordinário da Missa)


Salmo: Salmo 21 (22), 2a (Adrielle Lopes -cd Salmos - vol. 1) -Letra


Aclamação à Paixão: Salve, ó Cristo obediente (PAULUS -cd Liturgia XIII - Quaresma Ano A) -Cifra


Ofertório: Hosana (Padre Zeca -cd Quero Paz) -Cifra


Santo: Hosana ao Rei (Nando Mendes -cd Teu amor me Cura) -Letra


Aclamação Memorial: Eis o Mistério da Fé (-cd Ordinário da Missa - Regional Sul II - CNBB)


Amém: Amém -faixa 7 (Irmã Míria T. Kolling -cd Canto Pastoral - Ordinário da Missa)


Abraço da Paz: A paz do Senhor (Irmã Míria T. Kolling -cd Canto Pastoral - Ordinário da Missa)


Cordeiro de Deus: Agnello di Dio (Gen Rosso & Gen Verde -cd Messa della concordia)


Comunhão:
Tu nos Atraístes (Comunidade Shalom -cd Ressuscitou) -Cifra


Tudo Passa pela Cruz (Olívia Ferreira -cd Tudo passa pela Cruz) -Letra


Final: Discípulos da Cruz (Toca de Assis -cd Jesus Sacramentado Nosso Deus amado) -CIfra

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Preparando a Semana Santa: Domingo de Ramos

SUGESTÕES PARA A CELEBRAÇÃO E VIVÊNCIA DA LITURGIA

1. Prática Líturgica

a) Deve-se marcar uma única e grande, procissão. De preferência os fiéis se reunindo numa Igreja menor para a sede paroquial;

b) Para o sacerdote deve-se preparar um ramo maior e mais esplendoroso e amarrado com um laço de fita vermelha;

c) Deve-se preparar uma folha com cânticos apropriados, bem como um carro de som para o início da cerimônia e também para toda a procissão, de maneira que não haja improvisação.

d) Caldeirinha e hissope de água benta.

e) Após a benção dos ramos, segue-se precedidos pelo sacerdote e ministros a procissão com cânticos, turíbulo, cruz e velas (lanternas);

f) Toda a liturgia da palavra deve ser distribuída entre os leitores com antecedência para não haver improvisação;

g) Todo o caminho onde passará o cortejo processional, poderá ser decorado com ramos, e no chão podem-se jogar folhas de árvores picadas fazendo um grande tapete.

h) Na leitura da Paixão não se usa incenso, nem velas, sem a saudação do povo e sem o beijo no livro do sacerdote;

i) A cruz processional pode ser decorada com ramos bentos;

j) Na procissão, à frente do celebrante vai se o Evangeliário, ou na falta deste, o lecionário correspondente devidamente marcado;

k) O celebrante poderá usar na procissão pluvial vermelho ou na falta deste, casula de cor vermelha;

l) Dependendo da realidade e criatividade de cada equipe de liturgia, seria muito expressivo que se preparasse um burrinho com um figurante vestido de Jesus e os discípulos.

m) O celebrante ao chegar ao presbitério, se usou pluvial na procissão, retira-o coloca a casula (que está sobre o altar), reverencia o altar e incensa o mesmo.

n) Devem-se preparar ramos para os fiéis como também para serem guardados para a quarta-feira de cinzas do próximo ano (para se fazer as cinzas).

o) Na procissão do ofertório, podem ser conduzidos três símbolos evocativos dos três mistério

p) ATENÇÃO: Coleta da Campanha da Fraternidade 2011

Como parte da Campanha da Fraternidade, em todas as dioceses brasileiras, o Domingo de Ramos será dedicado à Coleta da Solidariedade. A atividade visa à implementação e apoio a projetos sociais. Está coleta deve ser preparada com antecedência de no mínimo um domingo, portanto os envelopes da coleta da campanha devem ser entregues no mais tardar no 5º domingo da Quaresma. O Ideal, porém é ir preparando e lembrando a comunidade durante todo o período quaresmal. E lembre-se, todo o dinheiro arrecadado no ofertório do Domingo de Ramos devem ir para a Campanha da Fraternidade. Este dinheiro será utilizado pelo Fundo Nacional de Solidariedade para financiar pequenos projetos para a proteção do meio ambiente A renda obtida com a coleta deve ser encaminhada à respectiva Diocese; que, por sua vez, destina 40% do total para o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS). Os outros 60% permanecem na Diocese, formando o Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS), que é destinado ao atendimento de projetos locais.

q) O Domingo de Ramos, pelo qual a Igreja dá início ao mistério do seu Senhor morto, sepultado e ressuscitado, une intimamente o triunfo real de Cristo e o anúncio da sua paixão.

r) Para fazer em família: colocar uma cruz e um recipiente com ramos de oliveira na mesa onde está a Bíblia com as 5 velas acesas. A mãe poderá dar a cruz a beijar, dizendo que assim se está a manifestar a gratidão a Jesus, que nos amou apaixonadamente. Cada um pode ser convidado a levar um ramo verde de oliveira para o seu quarto, que ficará toda a Semana Santa a recordar que Jesus veio para nos trazer a sua paz.

s) Leitores: A 1ª leitura é um poema e como tal deve ser lido. Sugerem-se as seguintes censuras em: discípulo, abatidos, ouvidos, discípulos, ouvidos, passo, batiam, barba, cuspiam, auxílio, envergonhado, pedra, desiludido.

A 2ª leitura é outro poema. Sugerem-se cesuras em: divina, Deus, próprio, servo, homens, mais, cruz, exaltou, nomes, ajoelhem, abismos, Senhor, Pai.

t) Para utilidade espiritual dos fiéis, convém ler integralmente a história da Paixão, sem omitir, de modo algum, as leituras que a precedem. Depois da Paixão, faça-se uma homilia, embora breve.

u) Proclamar o prefácio próprio do dia, se possível cantado, com a Oração Eucarística da Reconciliação I (MR p. 1315).

REFLEXÕES BÍBLICO-PASTORAIS

a) A celebração deste domingo tem uma série de elementos muito importantes, quer a nível litúrgico, quer a nível social. A nível litúrgico, a missa tem um momento prévio que é a “Comemoração da entrada do Senhor em Jerusalém”. A “bênção dos ramos” tem uma identidade própria, o que fará muitos pensarem que é uma celebração distinta da missa. O evangelho deste domingo é o relato da Paixão do Senhor, o qual dá um tom especial à celebração, tanto pela sua duração como pelo seu conteúdo. A celebração deste domingo é uma ponte: por um lado, ainda é Quaresma; por outro, introduz-nos já nos conteúdos do próximo Tríduo Pascal. A nível social, hoje começa a Semana Santa com todos os elementos da cultura e da devoção populares que poderão ser bons instrumentos para transmitir o conteúdo da Páscoa do Senhor.

b) Hoje, virá muita gente à bênção dos ramos. Uns irão também à missa, outros não. Alguns participarão nas celebrações da semana. Para outros, a celebração deste domingo é o único ato litúrgico que participarão da Semana Santa. Por isso, há que ter em conta todas estas situações. Se o Domingo de Ramos é o pórtico da Semana Santa, também é um bom resumo da mesma: “recordando com fé e devoção esta entrada triunfal na cidade santa, acompanharemos o Senhor, de modo que, participando agora na sua cruz, mereçamos um dia ter parte na sua ressurreição”. É, pois, necessário preparar muito bem esta primeira parte da celebração, a realizar, de preferência, fora da igreja com boas condições de espaço, de visibilidade e de som e que permita depois uma procissão para o interior da igreja. Não é preciso que seja um ato longo, mas não pode faltar, além da bênção dos ramos, a leitura do evangelho (este ano segundo São Marcos) e uma breve homilia. Na homilia, poder-se-á explorar o contraste existente entre aqueles que receberam Jesus com alegria, aclamando-O com entusiasmo, e aqueles que, dias depois, O condenaram. É o contraste entre a morte e a ressurreição que é o que iremos celebrar. É o contraste e a contradição de cada um de nós que nos afirmamos como seguidores de Jesus Cristo e depois O negamos na nossa vida. Vivamos estes dias santos com muita fé.

c) A missa deste domingo recorda-nos a paixão e a morte de Jesus. A primeira leitura é do Terceiro Cântico do Servo de Javé, um texto de Isaías que nos apresenta esta personagem sofredora, imagem de Jesus na cruz. A mesma idéia aparece no salmo 21 que Jesus citou para expressar a sua dor na cruz: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?” A cor roxa, as orações, o prefácio próprio ajudam-nos a refletir na morte e na ressurreição de Jesus. A leitura da Paixão (neste ano segundo São Marcos) deverá ser bem proclamada para ser bem entendida. Pode ser lida por vários leitores, ou somente pelo sacerdote, pode ser intercalada com um cântico, mas sem pressa de chegar ao fim e com alguns momentos de silêncio. É evidente que a seguir a uma leitura longa, surja uma homilia breve. Basta o convite a contemplar este relato do caminho de Jesus com a cruz até ao Calvário, dando a vida por todos, a olhar a cruz de Jesus, a identificar-se com alguns personagens desta narração para analisar a nossa vida; ou seja, somos convidados a uma atitude de contemplação e de gratidão por este grande amor que iremos celebrar nos próximos dias.

d) Entrada de Jesus em Jerusalém

A comemoração da entrada do Senhor em Jerusalém, com a bênção e a procissão dos ramos, supõe a proclamação do Evangelho, que dá sentido ao ato litúrgico (Mt 21,1-11). O louvor público é o reconhecimento messiânico da pessoa de Jesus, pela explicação bíblica, mais fácil, da relação do Messias com a dinastia davídica. De fato, a saudação messiânica Hosana ao Filho de Dav), no ato de bendizer o que vem em nome do Senhor, é a confirmação do oráculo de Natã (2Sm 7,16), através do qual o povo espera e reconhece a chegada daquele descendente privilegiado, cujo trono seria estável ou permanente.

Entretanto, Jesus parece preferir servir-se de outros textos escriturísticos para se deixar reconhecer como Messias. Ao querer montar no jumento para entrar na cidade, assume a missão messiânica, descrita por Zacarias: Dizei à Filha de Sião: eis que o teu rei vem a ti, manso e montado em um jumento, em um jumentinho, filho de uma jumenta(cf. Zc 9,9-10).

Ao contrário das expectativas normais de um rei poderoso e guerreiro, Jesus opta por um messianismo anti-messiânico, por colocá-lo na via humilhante de contradição: mansidão, pobreza, serviço. Escolhendo o jumento, não só relega o simbolismo do cavalo, animal de porte e de guerra, expressão régia do poder, do comando, da fortaleza, da nobreza e da beleza, mas também opta pelo seu contrário, que é a manifestação da onipotência na fragilidade e da glória na humilhação. Esta contradição, presente na entrada triunfal em Jerusalém, é a própria maneira como, em obediência ao plano do Pai, exercerá nesta mesma cidade da paz, a obra maior da libertação e da redenção dos homens, através do caminho da cruz.

O contraste da cena do Messias, aclamado pelo povo como descendente de Davi e montado burlescamente no jumento, se evidencia no conjunto da própria Liturgia de hoje, simultaneamente de Ramos e da Paixão. Com efeito, cessado o aspecto triunfal da comemoração da entrada em Jerusalém, a Liturgia da Missa realça apenas o caminho escolhido por Jesus para realizar sua messianidade: a entrega à morte, e morte de cruz. O mesmo povo que o aclamara, aparece, então no processo de sua condenação.

Este ato contraditório se explica pelo messianismo anti-messiânico, ligado à pregação e irrupção do Reino, que contraria os interesses dos poderosos. Rejeitando-se o Messias, sua pessoa e sua mensagem, rejeita-se também o Reino que veio instaurar através dos meios pobres, mas eficazes, que escolhera. A cruz e a morte se colocam, então, no horizonte desta recusa do projeto messiânico: o caminho do amor que se doa a Deus e aos homens, em prol da justiça e da paz, através da mansidão e da humildade.

e) Finalmente, celebrar a Semana Santa não é só paixão, dor e morte. É também esperança de glória, vida e ressurreição. A segunda leitura é o cântico dos Filipenses que depois de recordar a aniquilação e o assumir da condição humana por Jesus, afirma que “por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes”. Identificamo-nos com a cruz de Jesus, mas com a certeza de ganhar com Ele a vida nova da ressurreição. Esta idéia encontra-se também na oração coleta: “fazei que sigamos os ensinamentos da sua paixão, para merecermos tomar parte na glória da sua ressurreição”.