A formação do músico católico é fundamental e a pedra principal é sua obediência e concordância litúrgica.
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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Uma história que não é contada nas escolas

“Bem mais do que o povo hoje tem consciência, a Igreja Católica moldou o tipo de civilização em que vivemos e o tipo de pessoas que somos. Embora os livros textos típicos das faculdades não digam isto, a Igreja Católica foi a indispensável construtora da Civilização Ocidental”. Dr. Thomas Woods
Infelizmente muitos estudantes secundários e universitários têm uma visão deformada a respeito da Igreja Católica, sua vida e sua História. Isto tem muito a ver com a imagem errada que muitos professores, de várias disciplinas, especialmente História, lhes passam. Isto gera nos estudantes uma aversão à Igreja desde os bancos escolares. Também a mídia, muitas vezes, cujos elementos foram formados nas mesmas universidades, é a causa de uma visão negativa e deturpada da Igreja. Há uma má vontade explícita contra a Igreja.

quinta-feira, 31 de março de 2016

História da Igreja: A dita “Papisa Joana”

A estória
Nos debates concernentes à Papisa Joana são evocados onze textos ou fontes escritas, que se escalonam entre os anos de 886 e 1279. Esses onze textos se reduzem a duas famílias de documentos: uma família é a da Chronica universalis Mettensis, devida ao dominicano João de Mailly e redigida por volta de 1250. A outra família é a do Chronicon pontificum et imperatorum, documento confeccionado pelo confrade dominicano Martinho de Tropau, dito “Polono” (? 1279). Os relatos da estória encontrados em documentos mais antigos do que os dois atrás citados são devidos a interpolações posteriores ao século XIII (interpolações, pois, tardias, feitas em documentos dos séculos IX – XII).

domingo, 27 de março de 2016

Fato histórico da Ressurreição de Jesus

A fé na ressurreição de Cristo se alimenta em fatos históricos irretorquíveis. A experiência direta dos Apóstolos foi bem registrada por São João: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1 Jo 1,1-2). Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23); aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), aos Apóstolos no cenáculo, estando ausente Tomé (Jo 20,19-23); novamente aos seus epígonos, presente Tomé (Jo 20,24-29); perto do Lago de Genezaré (Jo 21,1-24); no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20)); a mais de 500 pessoas ( 1 Cor 15,6) e a Tiago(1 Cor 15,7). 25 anos depois deste fato maravilhoso Paulo de Tarso assim se referiu ao magno evento: “Porque antes de tudo, ensinei-vos o que eu mesmo tinha aprendido que Cristo morreu pelos nossos pecados […] e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e foi visto por Cefas, e depois pelos Onze; depois foi visto por mais de quinhentos irmãos duma só vez, dos quais a maioria vive ainda hoje e alguns já adormeceram; depois foi visto por Tiago e, em seguida, por todos os Apóstolos; e, por último, depois de todos foi também visto por mim como por um aborto” (1 Cor 15, 3-8). Não foi uma ilusão, uma alucinação, uma miragem, um delírio, pois se tratava de pessoas muito realistas que, inclusive, duvidaram do fato. A custo se convenceram. O próprio Cristo teve que falar a Tomé: “Apalpai e vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir” (Lc 24,39).

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A verdadeira riqueza da Igreja

A Igreja é de fato riquíssima, e acumulou nos seus vinte séculos um tesouro incalculável!
Na verdade ela é rica desde a sua origem, porque o seu Criador e mentor é o próprio Deus; é Dele que vem toda a sua riqueza. Ela é o próprio Corpo de Cristo (1Cor 12,27). Mas ela é rica também, porque é a “Igreja dos Santos”, como disse George Bernanos. Os Santos são a sua grande riqueza, como que reprodução do próprio Cristo. Ela é a Igreja de Pedro de Cafarnaum, que deixou as redes para seguir o Senhor e morreu de cabeça para baixo, sob Nero, por amor a ela; é a Igreja de Paulo de Tarso, que rodou o mundo até Roma, para ali ser martirizado por ela.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

História da Igreja: Orígenes e Reencarnação

Orígenes e origenismo
1. Orígenes (185-254) foi mestre de famosa Escola de Teologia em Alexandria (Egito) no séc. III. Nessa época, os pensadores cristãos tentavam penetrar nos dados do Evangelho mediante o instrumentos da filosofia ou da sabedoria humana (grega) anterior a Cristo. A teologia ainda estava em seus primórdios; as fórmulas oficiais da fé da Igreja eram então muito concisas; em conseqüência, ficava margem assaz ampla para que o estudioso propusesse sentenças destinadas a elucidar, na medida do possível, os artigos da fé. Orígenes entregou-se a essa tarefa, servindo-se da filosofia do seu tempo e, em particular, da filosofia platônica. Ao realizar isso, Orígenes fazia questão de distinguir explicitamente entre proposições de fé, pertencentes ao patrimônio da Revelação cristã, e proposições hipotéticas, que ele formulava em seu nome pessoal, à guisa de sugestões; além disto, professava submissão ao magistério da Igreja caso esta rejeitasse alguma das teses de Orígenes.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A LITURGIA NO PRIMEIRO SÉCULO

A liturgia no primeiro século se desenvolveu com o ensino dos Apóstolos por onde passavam. Já nos primórdios da Igreja começaram a compreender os Sacramentos instituídos por Jesus, uma vez que eles têm clara fundamentação nos Evangelhos e Cartas dos Apóstolos: Batismo (Mt 28,19), Crisma (At 8,14-17), Eucaristia (Lc 22,19-20; Mt 26,26-30; Mc 14, 22-26; 1 Cor 11,23-25), Confissão (Jo 20,22-23), Ordem (Lc 22,19), Unção dos enfermos (Tg 5,13-15) e Matrimônio (Mt 19,3-9), e aos poucos foram entendendo o seu significado. A celebração da Eucaristia foi celebrada desde o início aos domingos. São Justino, mártir (†165) escreveu:

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

RELAÇÃO HISTÓRICA DO CATOLICISMO COM O ESTADO BRASILEIRO

As relações históricas da Igreja Católica com o Estado Brasileiro

Resumo:

Não é raro ouvirmos no dia-a-dia, especialmente de mentes pouco formadas, afirmações convictas de que a Igreja Católica é culpada pelas tradicionais mazelas que atravessam os séculos deste país. Para essas pessoas existe uma profunda relação entre desigualdade e fundação católica. No entanto, tais argumentos não resistem à uma breve análise histórica que acabam traçando uma realidade de uma Igreja amiga da justiça e do bem comum, defensora da dignidade e violenta opositora dos regimes de repressão criados neste país, seja da ação defensiva aos índios à oposição dos governos totalitários.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

SOBRE A IMPORTÂNCIA DO CONCÍLIO DO VATICANO II

Disse o Papa São João Paulo II, em 15/10/1995:
“Na história dos Concílios, ele reveste uma fisionomia muito singular. Nos Concílios precedentes, com efeito, o tema e a ocasião da celebração tinham sido dados por particulares problemas doutrinais ou pastorais. O Concílio Ecumênico Vaticano II quis ser um momento de reflexão global da Igreja sobre si mesma e sobre as suas relações com o mundo. A essa reflexão impelia-a a necessidade de uma fidelidade cada vez maior ao seu Senhor. Mas o impulso vinha também das grandes mudanças do mundo contemporâneo, que, como “sinais dos tempos”, exigiam ser decifradas à luz da Palavra de Deus. Foi mérito de João XXIII não só ter convocado o Concílio, mas também ter-lhe dado o tom da esperança, tomando as distâncias dos “profetas de desventura” e confirmando a própria e indômita confiança na ação de Deus.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

INQUISIÇÃO: UMA BREVE HISTÓRIA

Não, o seu professor anticlerical e marxista não contou a você a história real, documentada e objetiva
Quando falamos das culpas passadas dos membros da Igreja católica, a primeira coisa que nos vem à mente é a Inquisição, o tribunal eclesiástico instituído a partir do século XIII para julgar os casos de heresia. Apesar de estarmos séculos de distância dos acontecimentos, é natural que o tema suscite polêmicas e o afloramento das paixões, podendo as pessoas se identificarem com um ou outro lado dos conflitos de outrora. Julgando ser necessário colocar o dedo nessa “ferida” histórica, o papa João Paulo II apontou a necessidade de um juízo com objetividade crítica, motivo pelo qual o Vaticano organizou no ano de 1998 um simpósio com diversos pesquisadores e estudiosos, católicos e não-católicos, para que juntos debatessem questões históricas acerca da Inquisição.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O QUE FORAM AS CRUZADAS?

Entenda o que, de fato, foram as Cruzadas que aconteceram na Idade Média
As “Cruzadas medievais” foram as expedições dos cristãos do Ocidente para libertar do domínio muçulmano o S. Sepulcro de Cristo em Jerusalém, que estava sendo destruído pelos turcos otomanos, muçulmanos. Começaram em 1095 e terminam em 1291, quando os turcos retomaram a Terra Santa. Não se pode entender um episódio do passado sem conhecer a mentalidade da época; senão cometemos grande injustiça.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

IDADE MÉDIA, SIM OU NÃO?

D. Estevão Bettencourt
(Fonte: Pergunte e Responderemos 454 – pp. 109-124)
Retirado de:  Clerus

Discute-se:
Em síntese: A Idade Média (476-1453) é período execrado por uns e enaltecido por outros. As páginas subseqüentes demonstram que foi uma fase valiosa da história da humanidade, pois a civilização ocidental, hoje hegemônica, foi então preparada; os medievais souberam salvar quanto de válido tinha a cultura greco-romana e desenvolvê-lo em perspectiva cristã, lançando as bases para a civilização moderna.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O LUTERANISMO

Por Quadrante 
 Lutero foi profundamente religioso, mas também angustiado; era dotado de firme confiança em Deus, mas desconfiava da própria salvação. Esse homem de contrastes, pai direto do protestantismo, foi o responsável por uma das maiores rupturas na história da humanidade.
 Martinho Lutero nasceu em 10.11.1483, em Eisleben, Alemanha. Teve uma infância dura, sujeito em casa e na escola a uma disciplina severa. A partir de 1501, na Universidade de Erfurt, estudou a filosofia nominalista de Ockham (as palavras designam apenas coisas individuais; não atingem os “universais”, as realidades presentes em todos os indivíduos, como por exemplo a natureza humana; em conseqüência, nada pode ser conhecido com certeza pela razão natural, exceto as realidades concretas: esta pessoa, aquela coisa). Esse sistema dissolvia a harmonia multissecular entre a ciência e a fé, pois tinha as verdades da fé como “não-racionais”, impenetráveis para a razão; todo o conhecimento da Revelação se fundaria na fé, e a moral se fundaria unicamente na vontade de Deus.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

MARIA MADALENA NOS EVANGELHOS E NOS APÓCRIFOS -EB

Em síntese: Maria Madalena é citada cinco vezes nos Evangelhos; não há por que a identificar com uma prostituta. Ocorrem nos Evangelhos quatro mulheres distintas: a pecadora anônima de Lc 7, 36-50, a mulher que acompanhava Jesus e lhe servia com as suas posses (Lc 8, 1-3), a irmã de Marta e Lázaro (Jo 12, 1-12) e a mulher adúltera de Jo 8, 1-11. Nos apócrifos de origem gnóstica e maniqueia (não cristã, porque dualista) aparece Madalena como confidente de Jesus. É desta fonte que alguns autores modernos pretendem desenvolver a figura de Jesus descrita pelos evangelistas. Esta tendência carece de todo fundamento, pois a tradição cristã é diversa no tocante a Madalena após a ressurreição de Jesus.

terça-feira, 21 de julho de 2015

A IDADE MÉDIA, OS MONGES E O PROGRESSO

Em síntese: O Prof. Léo Moulin, agnóstico ou ateu belga, reconhece a benéfica influência do Cristianismo e, em especial, da Regra de São Bento na evolução da cultura e da civilização. Mostra como a Regra de São Bento, legislando para os monges, fez transbordar sobre toda a sociedade medieval e posterior certos princípios de disciplina, diligência e ordem no trabalho, que propiciaram a criação de grandes empresas industriais e culturais. São Bento, aliás, hauriu das Escrituras Sagradas a sua mentalidade; ora a Bíblia incute ao homem certo otimismo em relação à natureza, obra de Deus Criador, que confiou ao casal humano o mandato de explorar e dominar as criaturas inferiores. A mesma fonte bíblica deu a saber ao homem que o universo foi criado com sabedoria e lógica; a própria razão humana, sendo dom de Deus, merece a confiança do homem; conscientes disto, os medievais cultivaram a inteligência, resultando daí grande número de Universidades e belas obras de arte (catedrais, especialmente), que supõem dinamismo, coragem e saber científico entre os homens da Idade Média. Esta, portanto, não foi o período obscuro do qual sem o devido conhecimento de causa.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O CATOLICISMO ATRAVÉS DA HISTÓRIA

A história da Igreja é a história do Corpo de Cristo prolongado através dos séculos; traz as características desse Corpo dilacerado pelos homens, mas vencedor pela força do Pai. – Dividimo-la em quatro períodos:
1) a Igreja Antiga, que vai desde Pentecostes até 692 (Concílio de Trulos II, em Constantinopla). Nessa data as invasões bárbaras na Europa haviam terminado, novo cenário e nova cultura se formaram, dando cunho novo às atividades da Igreja;

segunda-feira, 13 de julho de 2015

HISTÓRIA DA IGREJA: IGREJA E OS POVOS BÁRBAROS

A partir do século IV, deu-se o importante acontecimento das invasões bárbaras no Império Romano, que contribuiu fortemente para constituir a Cristandade da Idade Média; os novos povos, a princípio repelidos pelos habitantes do Império, acabaram fundindo-se com estes, resultando daí o cristão medieval, que configurou a Igreja da sua época.
A origem de tais invasões está no fato seguinte: os hunos, saindo dos desertos da Mongólia (Ásia), conquistaram uma parte da China, mas foram impelidos para o Ocidente por outros povos invasores. Entraram, portanto, na Europa Oriental e Setentrional, onde estavam alojados povos não conquistados pelos romanos: os godos, os alamanos, os francos, os lombardos… Estes, cedendo à pressão dos hunos, tiveram que invadir o Império Romano. As primeiras tentativas foram repelidas pelos romanos; mas na segunda metade do século IV o Império estava enfraquecido do ponto de vista militar e administrativo, de modo que não pôde resistir.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

COMO A IGREJA CATÓLICA CONSTRUIU A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL

Se perguntarmos a um estudante universitário o que sabe do contributo da Igreja Católica para a sociedade, a sua resposta talvez se resuma a uma palavra: "opressão", por exemplo, ou "obscurantismo". No entanto, essa palavra deveria ser "civilização".

O autor destas páginas, Thomas Woods, doutorado pela Universidade de Columbia, mostra como toda a Civilização Ocidental nasceu e se desenvolveu apoiada nos valores e ensinamentos da Igreja Católica. Em concreto explica, entre muitas outras coisas:
  • Por que o milagre da ciência moderna e de uma filosofia que levou a razão à sua plenitude só puderam nascer sobre o solo da mentalidade católica;
  • Como a Igreja criou uma instituição que mudou o mundo: a Universidade;
  • Como ela nos deu uma arquitetura e umas artes plásticas de beleza incomparável;
  • Como os filósofos escolásticos desenvolveram os conceitos básicos da economia moderna, que trouxe para o Ocidente uma riqueza sem precedentes;
  • Como o nosso Direito, garantia da liberdade e da justiça, nasceu em ampla medida do Direito canônico;
  • Como a Igreja criou praticamente todas as instituições de assistência que conhecemos, dos hospitais à previdência;
  • Como humanizou a vida, ao instituir durante séculos nos direitos universais do ser humano - tanto dos cristãos como dos pagãos - e na sacralidade de casa pessoa.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

GRANDES HERESIAS

Desde o princípio da Cristandade, a Igreja sempre se confrontou e combateu os falsos ensinamentos ou heresias.
Hoje em dia basta darmos uma olhada no catálogo telefônico para encontrarmos em qualquer cidade do mundo, uma denominação religiosa que nos diga exatamente aquilo que queremos ouvir. Algumas ensinam que Jesus não é Deus, ou que Ele é a única pessoa da Trindade, ou que existem muitos deuses (três dos quais são o Pai, o Filho e o Espírito Santo) ou que nós podemos nos tornar “deuses”, ou que uma pessoa uma vez salva, jamais poderá perder sua salvação, ou que não existe inferno, ou que o homossexualismo é apenas mais uma expressão da sexualidade humana, portanto um estilo de vida aceitável para um cristão, ou qualquer outro tipo de ensinamento.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A IGREJA PRIMITIVA ERA CATÓLICA OU PROTESTANTE?

Santos Padres da Igreja Primitiva
É interessante notar como o Protestantismo alega ser o retorno às origens da fé, ao Verdadeiro Cristianismo, enfim o verdadeiro confessor da fé legítima dos Primeiros séculos. Aliás, diga-se de passagem, se existe uma constante entre as religiões não-católicas é a chamada “teoria do resgate”. A imensa maioria delas (a quase totalidade) afirma que o cristianismo primitivo foi puro e limpo de todo erro, mas que, com o tempo, os homens acabaram por perverter a verdade cristã, amontoando sobre ela uma enormidade de enganos.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

PAPA E SUCESSÃO APOSTÓLICA

São Cipriano (?258), bispo de Cartago, defensor da unidade da Igreja:
“O Senhor diz a Pedro: “Eu te digo que és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do  inferno não prevalecerão sobre ela. Dar-te-ei  as  chaves  do reino  dos céus (…). O Senhor edifica a sua Igreja sobre um só, embora conceda igual poder a todos os apóstolos depois de sua ressurreição, dizendo: “Assim como o Pai me enviou, eu os envio. Recebei o Espírito Santo, se perdoardes os pecados de alguém, ser-lhes-ão perdoados, se os retiverdes, ser-lhes-ão retidos. No entanto, para manifestar a unidade, dispõe por sua autoridade a origem desta mesma unidade partindo de um só. Sem dúvida, os demais apóstolos eram, como Pedro, dotados de igual participação na honra e no poder; mas o princípio parte da unidade para que se demonstre ser única a Igreja de Cristo… Julga conservar a fé quem não conserva esta unidade da Igreja? Confia estar na Igreja quem se opõe e resiste à Igreja? Confia estar na Igreja, quem abandona a cátedra de Pedro sobre a qual está fundada a Igreja?” (Sobre a Unidade da Igreja).
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