A formação do músico católico é fundamental e a pedra principal é sua obediência e concordância litúrgica.
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domingo, 21 de setembro de 2014

MÚSICA SACRA - PRINCÍPIOS GERAIS

A música sacra, como parte integrante da Liturgia solene, participa do seu fim geral que é a glória de Deus e a santificação dos fiéis. Ao indicar a importância e a necessidade do canto, os documentos conciliares nos apontam a função e o papel na liturgia:
  • pelo canto, a oração se exprime com maior suavidade;
  • mais claramente se manifestam o mistério da liturgia e sua índole hierárquica e comunitária;
  • mais profundamente se atinge a unidade dos corações pela unidade das vozes;
  • mais facilmente se elevam as almas pelo esplendor das coisas santas até as realidades supra terrenas;

Desde seu surgimento que a música cristã foi uma oração cantada, que devia realizar-se não de forma puramente material, mas com devoção ou, como dizia Paulo (Apóstolo): "cantando a Deus em vosso coração". O texto era, pois, a razão de ser do Canto Gregoriano. Na verdade, o canto do texto se baseia no princípio - segundo Santo Agostinho - de que "quem canta ora duas vezes".

Enfim, toda celebração mais claramente prefigura aquela efetuada na celestial Jerusalém. O canto, portanto, não é algo de secundário ou lateral na liturgia mas é uma das expressões mais profundas e autênticas dela própria e possibilita, ao mesmo tempo, uma participação pessoal e comunitária dos fiéis. A música, assim, está em íntima ligação com a liturgia, dela depende e a ela serve. 

Esse serviço que a Constituição conciliar chamou de “FUNÇÃO MINISTERIAL”, como “feliz interpretação daquilo que a liturgia concebe, isto é, ser louvor de Deus em linguagem da comunidade em oração, requer certas normas que a música deve fazer suas, para atingir a função sacral” (Paulo VI, Discurso de 4/1/1967) e para “corresponder à finalidade da liturgia (o todo), da qual essa música é parte integrante e necessária”. Se a música for como de fato requer a liturgia, será um sinal que nos leva do visível ao invisível, um carisma que contribui para a edificação de toda a comunidade e a manifestação do mistério da Igreja, Corpo Místico de Cristo: “Disso, necessariamente se conclui a importância que se há de atribuir ao canto, por manifestar de um modo especial o aspecto eclesial da celebração”.

Quanto à música, é uma linguagem privilegiada que exprime e manifesta a alma e a altura de um povo; para a liturgia ser autêntica e a participação ser profunda, deve-se usar a linguagem musical que melhor expresse a fé e a oração do povo orante. Por princípio, “a Igreja aprova e admite, no culto divino, todas as formas de verdadeira arte dotadas das devidas qualidades”, e “favorece, por todos os meios, o canto do povo, mesmo sob novas formas adaptadas ao caráter de cada povo e a que todos os gêneros de cantos ou de instrumentos não são igualmente aptos a sustentar a oração e a exprimir o mistério de Cristo”.

O Canto Gregoriano 

É um gênero de música vocal monofônica, monódica (só uma melodia), não acompanhada, ou acompanhada apenas pela repetição da voz principal com o organum, com o ritmo livre e não medido, utilizada pelo ritual da liturgia católica romana, a idéia central do cantochão ocidental.

As suas características são exatamente próprias foram herdadas dos salmos judáicos, assim como dos século VI foram selecionados e adaptados por Gregório Magno para serem utilizados nas celebrações religiosas da Igreja Católica. (ou escalas, mais modernamente) gregos, que não somente este tipo de prática musical podia ser utilizada na liturgia ou outros ofícios católicos. Só nos finais da Idade Média é que a polifonia (harmonia obtida com mais de uma linha melódica em contraponto) começa a ser introduzida nos ofícios da cristandade de então, e a coexistir com a prática do canto gregoriano

Canto (ou música litúrgico)

É aquele que a Igreja admite de direito e de fato na celebração litúrgica, e por este mesmo motivo, deve manifestar plenamente a fé católica. A música será litúrgica quando nela a Igreja reconhecer sua oração, quando ela aparece para acompanhar os textos a serem cantados.Como dizia santo Agostinho aos pagãos que indagavam sobre sua fé: "Queres ver em que eu creio, venha à Igreja ouvir o que canto".

Os Sacramentos e as tradições devem, e muito, serem valorizados. É claro que devemos adequar a nossa realidade, pois, Jesus disse: "Eis que faço novas todas as coisas" e a novidade musical é bem vinda e bem vista dentro da Igreja.

Resumindo, o importante é valorizar a tradição musical da Santa amada Igreja e abrir as portas à "Nova Música" Católica. Por consequinte vamos valorizar a tradição representada pelo Canto Gregoriano, aprendendo um pouco mais sobre este "Primor Católico", valorizando esta tradição, de uma Igreja que não é feita só de "canto" mas de amor as Tradições e aos Sacramentos.

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