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domingo, 14 de junho de 2015

SEMANA NACIONAL DO MIGRANTE

A Igreja no Brasil celebra, de 14 a 21 de junho, a Semana Nacional do Migrante. O objetivo é promover a acolhida solidária e suscitar debates acerca dos direitos dos migrantes e refugiados – pessoas que são obrigadas a migrar de seus locais por causa de guerras ou perseguições.
A Semana foi criada para abranger o Dia Nacional do Migrante, já na sua trigésima edição, e o Dia Mundial do Refugiado, que são celebrados, respectivamente, nos dias 19 e 20 de junho.
Para contemplar o evento, a Cáritas Arquidiocesana promoverá, no dia 15 de junho, em parceria com a Procuradoria Regional do Trabalho (PRT), um seminário chamado “Trabalho e os direitos dos refugiados no Brasil”. O cardeal arcebispo Dom Orani João Tempesta fará a conferência de abertura, às 14h, e haverá a apresentação de dois painéis: “Os direitos dos refugiados no Brasil” e “A inserção do refugiado do mercado de trabalho”. O evento será no auditório da sede da 1ª Região da PRT, na Av. Churchill, 94 / 7º andar, no Centro.

Haverá ainda na programação da arquidiocese, no dia 19 de junho, uma ação no Cristo Redentor, em que o monumento será iluminado de azul, cor da ONU, em solidariedade aos refugiados. Estarão presentes representantes da Acnur, a agência da ONU para atendimento aos refugiados, e da Cáritas. Também durante a Semana Nacional do Migrante será lançado o mapa das migrações do Estado do Rio, para ser usado como base para propostas políticas.
Migração no Brasil
O Brasil, em comparação as Ilhas Malvinas que têm 64.9% da população composta por migrantes, possui pouco movimento migratório: menos de 1% da população, de acordo com o painel “Migrações Internacionais 2013”, da ONU. O fato pode ser um dos motivos pelos quais não existe uma política de migração bem definida no país.
O caráter multicultural das sociedades de hoje encoraja a Igreja a assumir novos compromissos de solidariedade, comunhão e evangelização.
O assessor da Pastoral do Migrante na Arquidiocese do Rio, padre Mario Geremia, reafirmou essa ideia ao lembrar que o Brasil é um país que foi construído por migrantes. Portanto, segundo ele, se faz ainda mais importante a acolhida solidária e respeitosa a essas pessoas.

“O Brasil teve um momento de migração histórica muito forte, no final do século 19 e início do século 20, quando recebeu mais de quatro milhões de europeus. Hoje, tem um número significativo de pessoas, chegando, ainda que não seja um grande número. Mas o mais difícil disso tudo é que, mesmo sendo um número pequeno comparado a outros países, o Brasil não tem uma lei de migração atualizada com o Marco Internacional e não tem uma política de migrações”, afirmou ele. “Por isso, a questão da migração fica nas mãos da Igreja, e a Pastoral do Migrante está trabalhando de forma muito intensa para que o governo comece a assumir esse tema, que também é de interesse da sociedade civil”, frisou.
O tema escolhido para ser trabalhado no Dia do Migrante deste ano foi “Sociedade e migração”, e o lema é: “Não ao preconceito, por direitos e participação”. O propósito é desenvolver ainda mais o tema da Campanha da Fraternidade (CF) de 2015, que foi “Igreja e sociedade”.
“A Igreja, peregrina sobre a terra e mãe de todos, tem por missão amar Jesus Cristo, adorá-Lo e amá-Lo, particularmente nos mais pobres e abandonados; e entre eles contam-se, sem dúvida, os migrantes e os refugiados, que procuram deixar para trás duras condições de vida e perigos de toda a espécie. Assim, neste ano, o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado tem por tema: Igreja sem fronteiras, mãe de todos”, explicou o Papa Francisco na mensagem para o Dia do Migrante e Refugiado.
Segundo o padre Mario, a pastoral tem como objetivo na celebração dessa semana “incentivar as paróquias e comunidades a celebrarem a data junto com essas pessoas que precisaram se deslocar de seus locais para que elas possam fortalecer sua fé e esperança”.
“Mas mais do que isso”, ele afirmou, “queremos ajudar a sociedade a enxergar o migrante como um irmão, e não um inimigo – combater a xenofobia, o preconceito. E, sobretudo, exigir politicamente dos governos, no caso municipal, estadual e federal, que tenhamos uma política de migração mais atualizada e que contemple a cidadania do migrante”, explicou ele.

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