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sexta-feira, 10 de julho de 2015

SAUDADES E GRATIDÃO

Na companhia de seus bispos auxiliares, o Cardeal Orani João Tempesta presidiu no dia 9 de julho, na cripta da Catedral de São Sebastião, no Centro, a missa pelos três anos de falecimento do Cardeal Eugenio de Araujo Sales. Sua vida e seu ministério foram lembrados com carinho, orações e ação de graças por tudo o que fez como servo bom e fiel, preocupado com o bem comum e a caminhada da Igreja.
Quando faleceu, em 9 de julho de 2012, tinha 91 anos de idade, 69 anos de sacerdócio, 58 anos de episcopado e 43 anos de cardinalato. Durante 30 anos – de 1971 a 2001 – que esteve à frente da Arquidiocese do Rio de Janeiro, destacou-se pelo zelo pastoral e fidelidade à Igreja. Os números de seu ministério impressionam: sagrou 22 bispos e ordenou 215 sacerdotes.

Filho de Celso Dantas Sales e de Josefa de Araujo Sales, nasceu no dia 8 de novembro de 1920 na cidade de Acari, região mais árida do Nordeste, no Rio Grande do Norte. Aos 11 anos, ingressou no Seminário Menor da Prainha, em Fortaleza (CE), sendo ordenado no dia 21 de novembro de 1943 por Dom Marcolino Dantas, na antiga Catedral de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal.
Dom Eugenio atuou como vigário e auxiliar do arcebispo da cidade de origem. Nesse período, ele já demonstrava as preocupações com os mais necessitados e sofredores, lançando projetos de educação rural e de base, sindicatos dos camponeses, escolas radiofônicas, Pastoral da Terra. Tal empenho atraiu as atenções do então Papa, Pio XII, promovendo-o bispo diocesano em 1954. Em 1969, o Papa Paulo VI o nomeou como o mais jovem cardeal, aos 48 anos, assumindo o título de São Gregório VII.
Com a morte de Dom Jaime de Barros Câmara em 1971, o Papa Paulo VI o designou para o arcebispado do Rio de janeiro. Junto com Dom Helder Câmara, Dom Eugenio ampliou o Banco e a Feira da Providência, criou casas de acolhida para amparar desde crianças aidéticas a mulheres em situação de prostituição, além de criar pastorais de rua e presidiárias.
Dom Eugenio foi um grande presente de Deus à Arquidiocese do Rio de Janeiro. Um homem à frente de seu tempo, mas que com coragem e ousadia, permaneceu firme no serviço a que foi chamado. Carregou por 69 anos o lema que o conduziu durante toda a vocação sacerdotal, fundamentada na Carta de São Paulo aos Coríntios: "Impendam et Superimpendar", que significa: “De mui boa vontade darei o que é meu, e me darei a mim mesmo pelas vossas almas, ainda que, amando-vos mais, seja menos amado por vós” (2Cor 12,15).

Fonte: Arquidiocese do Rio de janeiro

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