A formação do músico católico é fundamental e a pedra principal é sua obediência e concordância litúrgica.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O QUE PODEMOS APRENDER COM A CARTA AOS ARTISTAS?


São João Paulo II deixou como herança “A Carta aos Artistas,” que é facilmente encontrada no site do Vaticano
São João Paulo II foi um grande artista, ótimo ator e pianista, admirador de Mozart, e escreveu a “Carta aos Artistas” a todos aqueles que, apaixonadamente, procuram novas manifestações da beleza para oferecê-las ao mundo. Na carta o Pontífice deu continuidade ao diálogo entre os artistas e a Igreja, o qual se tornou tão fecundo à humanidade ao longo da história. A Igreja, como mãe, quer ser cada vez mais lugar propício para o desenvolvimento da arte, como expressão do amor divino.
Cada artista, dotado de um dom único, é reflexo do amor criador de Deus Pai. Não somos deuses, somos imagem e semelhança de Deus. Com nossa arte precisamos ir contra toda humilhação que o pecado, hoje de forma tão evidente, vem imprimindo ao homem, o qual, tantas vezes, usa desse dom divino para denegrir a si mesmo e ao outro. Talvez nem se dê conta disso, mas o faz.
A alegria do encontro com Cristo revela ao homem a sua essência e o ajusta a este reflexo. O amor de Deus retira tudo o que está caricaturado em nossa vida, em nosso amar, em nosso agir e em nosso sentir. Expressar a pureza do amor divino pela música, pela imagem e pela dança é libertador.
Na maioria das vezes, nós, artistas, não temos noção total de tudo o que nossa arte causa nas pessoas, mas, com certeza, quando nos colocamos nas mãos do Criador, não com o intuito de querer ser outro deus, mas sim pincéis nas mãos d’Ele, a eficácia da nossa mensagem se multiplica inúmeras vezes.
A expressão da nossa arte é uma participação na arte que brota do coração criador de Deus, como sublinha o Cardeal Nicolau Cusano.
Por isso, quanto mais consciente está o artista do « dom » que possui, tanto mais se sente impelido a olhar para si mesmo e para a criação inteira com olhos capazes de contemplar e agradecer, elevando a Deus o seu hino de louvor. Só assim é que ele pode compreender-se profundamente a si mesmo e à sua vocação e missão“, salienta João Paulo II na mensagem aos artistas.
Quanto mais eu me abandono nas mãos de Deus, tanto mais eu me descubro na minha essência e mais eu sou capaz de refletir o amor do Criador por intermédio de minha arte.
Por isso, reze comigo: “Senhor, me coloco nas Suas mãos como um vaso nas mãos do oleiro. Eu não quero ser o oleiro, mas apenas barro, miserável, pequeno, mas que, nas Suas mãos, será purificado e modelado de forma esplêndida, a ponto de refletir com fidelidade o Seu amor Criador.”
Deus o abençoe!
Ana Lúcia Teixeira – Missionária da Comunidade Canção Nova

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