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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA : "SIM!"

Entre os dias 9 e 15 de agosto a Igreja no Brasil realiza a Semana Nacional da Família e para marcar este momento, o Portal da Arquidiocese preparou um especial que irá abordar a vocação de cada membro da família com o objetivo de valorizar o ambiente familiar e o ser humano, além de incentivar à família a ser uma educadora dos valores da Igreja. Nesta sexta-feira, 14 de agosto, vamos conhecer a história dos jovens Aline e Ríghel da Ascenção, que “sim”, recomendam o matrimônio.
Semana Nacional da Família 2015: “SIM!”
Sim. Podíamos fazer várias coisas sozinhos. Trabalhávamos, estudávamos, tínhamos amigos, saímos e nos divertíamos. Morávamos com nossos pais em lares acolhedores. Éramos felizes, fato. Casamos, e agora somos muito mais.
Foi através do nosso sim ao serviço na Pastoral da Juventude que nos conhecemos e começamos a namorar, decidimos amar. Conhecemos melhor um ao outro, deixamos Jesus participar do nosso namoro. Oramos e com o passar do tempo sentimos que Deus nos chamava a assumir nossa vocação matrimonial.  Decidimos casar. Optamos por uma escolha definitiva: amar verdadeiramente e para sempre. 
Nós, jovens, somos de uma geração onde tudo é perene, passageiro, dinâmico. Como é difícil para nós ter a coragem de assumir algo que seja definitivo.  Acostumamo-nos a receber informações o tempo todo. Vivemos em um mundo interconectado, onde as trocas de conteúdo são rápidas e constantes. A internet, em especial por meio das redes sociais, propicia trocas de vídeos, memes, jargões e notícias que em pouco tempo são top dos comentários e logo são substituídos por outros. Curtimos e discurtimos publicações em frações de segundos. A cada novo segundo um novo interesse, um novo sonho, uma nova ideia. Isso sem falar da moda:  bolsas, relógios, roupas e tênis substituídos rapidamente. Falando de celulares e aparelhos eletrônicos, então, somos incendiados por uma suposta necessidade de troca frequente.
Se tudo ao nosso redor muda o tempo todo, como ter coragem de assumir algo que seja para sempre? Aliás, existe algo que seja para sempre, ou para sempre só existe em contos de fadas? O que será que passam pela cabeça de loucos que decidem algo para sempre? Simples. As informações, as roupas e os celulares nós usamos, são coisas. Já nós somos muito mais do que isso. Nós somos a imagem e semelhança de Deus, e Deus é Amor (1Jo 4,8.16), fonte de todo amor. Ele nos criou porque nos amou e nos ama desde antes de nossa existência. Não apenas nos criou, mas também nos fez seus cocriadores, chamou-nos também para Amar.
Amar primeiramente a Ele com todo nosso coração, com todo nosso ser, com todas as nossas forças. Da mesma maneira devemos ser para o nosso próximo. E quem é mais próximo de nós, depois de Deus? É aquela ou aquele que decidimos receber como esposa ou esposo; aquele ou aquela com quem decidimos se tornar uma só carne, repetindo as palavras que Adão proclamou a EVA: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.” (Genesis 2, 23)
Deus nos criou homem e mulher. Viu que o amor mútuo entre esses dois seres, esse amor conjugal, “se torna uma imagem do amor absoluto e indefectível de Deus pelo homem” (CIC, 1604). Ele viu que era e é muito bom, que o matrimônio é muito bom. Abençoou a união entre o homem e mulher como sinal de Sua graça e nos disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1, 28) 
O que é esse Amor Deus? Com é amar sua esposa ou seu esposo da mesma forma que Deus ama a humanidade? O que é amar alguém? Amar não é apenas um sentimento. É, pelas palavras de São João Paulo II, “a vontade que consiste em colocar a vontade do outro na frente da sua”. Um homem que ama a sua esposa é Cristo na cruz. É aquele que é capaz de jorrar sua última gota de sangue e água pela redenção e santificação da sua Igreja-esposa. Uma esposa que ama ao seu marido é aquela que tem a coragem e a humildade de se submeter (de se permitir experimentar) a um amor tão grande, tão puro, tão redentor, tão belo de Cristo-esposo. Como São Paulo nos apresenta em sua carta aos Efésios 5, 21 a 33. 
O amor de Deus é como, novamente, São João Paulo II nos ensina: livre, total, fiel e fecundo. Características estas que expressamos com palavras durante a cerimônia do nosso matrimônio e que buscamos vivenciar com ações:
  • livre: “é de vossa livre vontade (...) que pretendeis fazê-lo? Sim.” Uma decisão consciente, sem barreiras, sem condições para que o Amor cresça;
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  • total:  “é (...) de todo coração que pretendeis fazê-lo? Sim". Até a última batida, última gota de sangue bombeado;
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  • fiel: “estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida? Sim”;
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  • e fecundo: “estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja? Sim.” Está aberto a vida, não apenas os filhos consanguíneo, mas também os filhos do Amor de Deus, ou seja, a todos. 
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Sim, decidimos casar. Eu, Ríghel, decidi receber Aline como minha esposa, amar a Deus em sua imagem, para ser Cristo em sua vida, como Jesus é para toda a Igreja. Eu, Aline, decidi receber Ríghel com meu esposo, para me submeter a um amor tão belo e santificador, o amor de Deus. Sim, decidimos casar, para transbordar Seu Amor a nossos filhos e a todos os que estão ao nosso redor.
Sem dúvidas, receber o sacramento do matrimônio foi uma decisão maravilhosa em nossas vidas. O dia-a-dia é cheio de desafios e descobertas. É a melhor sensação do mundo somar a vida com alguém que por vontade própria decidiu te amar sem limites. É uma alegria que não cabe em nós e nos dá uma vontade de gritar para o mundo: nós acreditamos no amor e na família.
Matrimônio: recomendamos!!!
Foto: Divulgação

Fonte: Arquidiocese do Rio de Janeiro

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