A formação do músico católico é fundamental e a pedra principal é sua obediência e concordância litúrgica.
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A Liturgia terrestre está unida à Liturgia celeste

A Liturgia é obra do Cristo inteiro, cabeça e corpo. Dela participam não só os fiéis na terra, mas também os que estão no Céu. O Catecismo ensina com clareza que:
“Nosso Sumo Sacerdote a celebra sem cessar na liturgia celeste, com a santa Mãe de Deus, os apóstolos e todos os santos e a multidão dos que já entraram no Reino”. (CIC §1187).
A Liturgia é ação do “Cristo todo” (Christus Totus). Os que desde agora o celebram, para além dos sinais já estão na liturgia celeste, em que a celebração é toda festa e comunhão. (Cf. CIC §1136).
É uma alegria saber que os nossos antepassados e irmãos que já estão na glória dos Céus participam da Liturgia eterna. Participando da Liturgia terrestre, participamos também da mesma Liturgia que acontece no Céu. Veja o que disse o Concílio:
“Na liturgia terrestre, antegozando participamos (já) da liturgia celeste, que se celebra na cidade santa de Jerusalém, para a qual, na qualidade de peregrinos, caminhamos. Lá, Cristo está sentado à direita de Deus, ministro do santuário e do tabernáculo verdadeiro; com toda a milícia do exército celestial cantamos um hino de glória ao Senhor e, venerando a memória dos santos, esperamos fazer parte da sociedade deles; suspiramos pelo Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, até que ele, nossa vida, se manifeste e nós apareçamos com ele na glória.” (SC, 8)
Leia também: O que é a Liturgia?
O Apocalipse de São João mostra-nos um pouco desta Liturgia celeste: “um trono no céu, e no trono, Alguém sentado” (Ap 4, 2): “o Senhor Deus” (Is 6,1; Ez 1,26-28). Em seguida, o Cordeiro, “imolado e de pé” (Ap 5,6; Jo 1,29): Cristo crucificado e ressuscitado, o único sacerdote do verdadeiro santuário (Hb 4,14-15; 10,19-21) o mesmo, “que oferece e é oferecido, que dá e que é dado”, como dizia São João Crisóstomo.
Finalmente, “o rio de água da vida (…) que saía do trono de Deus e do Cordeiro” (Ap 22,1), um dos mais belos símbolos do Espírito Santo (Jo 4, 10-14; Ap 21,6). Todos os que foram “recapitulados em Cristo” (cf. Ef 1,10) participam do louvor a Deus pela Liturgia celeste: as potências celestes (cf. Ap 4,5; Is 6,2-3), a criação inteira (simbolizada nos quatro seres viventes), os servidores da nova e antiga aliança (simbolizados pelos vinte e quatro anciãos), o novo povo de Deus (os cento e quarenta e quatro mil) (Ap 7,1-8; 14,1), em especial os mártires “imolados por causa da palavra de Deus” (Ap 6,9) e a Santa 
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Mãe de Deus, a Mulher (Ap 12), a Esposa do Cordeiro (Ap 21,9) e finalmente “uma multidão imensa, impossível de enumerar, de toda nação, raça, povo e língua” (Ap 7,9).

“É dessa liturgia que o Espírito Santo e a Igreja nos fazem participar quando celebramos o mistério da salvação nos Sacramentos.” (CIC §1139)
Prof. Felipe Aquino
Retirado do livro: Para entender e celebrar a Liturgia. Ed. Cléofas.

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